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Itamaraty diz que Defesa aprovou general sancionado pelos EUA como adido

Itamaraty diz que aprovação de general venezuelano sancionado pelos EUA como adido ocorreu após manifestação do Ministério da Defesa

01/08/2026 08:30
Reprodução / X
general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero

O Ministério das Relações Exteriores informou à Câmara dos Deputados que a aprovação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar da Venezuela no Brasil ocorreu após aval do Ministério da Defesa.

Alvo de sanções dos Estados Unidos desde novembro de 2024, o oficial é acusado de participação na repressão a protestos contra o regime chavista.

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Ministro da Defesa, José Múcio
General venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero
Ministro das Relações Exteriores, o chanceler Mauro Vieira
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Ministro das Relações Exteriores, o chanceler Mauro Vieira

LUIS NOVA / METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Ministro da Defesa, José Múcio
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Ministro da Defesa, José Múcio

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
General venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero
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General venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero

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A informação consta em resposta enviada nesta sexta-feira (31/7) pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a um requerimento da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara.

Segundo o chanceler, a Defesa informou “não haver óbice à concessão do referido beneplácito”, e o Itamaraty comunicou a decisão à Embaixada da Venezuela.

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Mauro Vieira explicou que, nos pedidos de beneplácito para adidos militares estrangeiros, “a análise de mérito é feita pelo Ministério da Defesa”.

O chanceler afirmou ainda que o Itamaraty é responsável apenas por comunicar o resultado da avaliação feita pela Defesa.

“Beneplácito sem precedentes”

O chanceler informou que a nota verbal enviada à Embaixada da Venezuela seguiu “o teor do ofício expedido pelo Ministério da Defesa”. Acrescentou que esse tipo de comunicação entre governos é protegido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e, por isso, não é público.

Ao responder sobre a existência de casos semelhantes, o ministro afirmou que, após pesquisa nos arquivos da pasta, “não foram localizados precedentes dessa natureza” relacionados à concessão de beneplácito a adidos militares estrangeiros.