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São Paulo

Rope jump: após tragédia União e prefeituras discutem demolir ponte

Antes da morte da jovem em salto de rope jump, a União já havia solicitado o bloqueio do acesso à Ponte do Esqueleto após outro acidente

15/06/2026 21:12, atualizado 15/06/2026 21:50
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Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local / Metrópoles

Dois dias após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. de 21 anos. durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das duas prefeituras decidiram reforçar medidas para impedir o acesso ao local e passaram a discutir a demolição da estrutura.

Segundo a SPU, tanto a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, quanto o prefeito de Limeira, Murilo Felix, manifestaram apoio à remoção da estrutura. As administrações municipais também se comprometeram a reforçar bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.

Em Limeira, a prefeitura informou que irá reabrir uma vala que havia sido criada para impedir o acesso ao local e que, posteriormente, foi fechada sem conhecimento do município.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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A União, por sua vez, anunciou que instalará placas informando que a ponte é propriedade federal e que a entrada é proibida, além de barreiras físicas para dificultar o acesso à estrutura. A SPU afirmou que continuará discutindo com os municípios uma solução definitiva para o patrimônio, que poderá incluir a remoção completa da ponte.

A reunião ocorreu após a morte da jovem de 21 anos, no último sábado. Segundo a Polícia Civil, ela caiu sem a corda de segurança de uma altura de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump. As investigações apontam que as cordas de segurança não estavam instaladas no momento do salto. Seis pessoas foram detidas em flagrante após o acidente.

Veja imagens do acidente:


Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu por politraumatismo, após queda livre de 40 metros da Ponte do Esqueleto, em Limeira.

Seis pessoas foram detidas. Contudo, apenas três delas permaneceram presas e foram indiciadas por homicídio com dolo eventual. Ou seja, eles assumiram risco de morte, mesmo que sem intenção de matar.

Outro pedido de bloqueio

A Superintendência do Patrimônio da União do Estado de São Paulo já havia solicitado à Prefeitura de Limeira o bloqueio do acesso à Ponte do Esqueleto, após a morte de uma ciclista no local, em abril de 2024. O pedido veio durante a gestão do ex-prefeito Mario Botion (PSD). No sábado (13/6), a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu depois de ser arremessada da estrutura sem corda de proteção enquanto praticava rope jump.

A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Após a morte de Maria Eduarda, a administração municipal publicou uma nota afirmando que processaria o governo federal, que é responsável pela fiscalização, manutenção e pelo controle de acesso à área.

A prefeitura acusou a União de omissão sobre a Ponte do Esqueleto e disse ter encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança ainda no início de 2025, mas que nenhuma providência concreta havia sido adotada até o momento.

Mas, um ano antes, o bloqueio do acesso à ponte já havia sido pauta de reunião na Comissão de Saúde, Lazer, Esporte e Turismo da Câmara dos Vereadores de Limeira. No dia 28 de abril de 2024, a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, de Rio Claro (SP), morreu enquanto pedalava com o marido e amigos no local. Ela caiu após se desequilibrar ao encostar na mureta da estrutura.

Quem era a jovem jogada sem corda em salto de rope jump

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil do Instagram, dizia possuir formação em Educação Física e gestão esportiva. Na plataforma, a jovem costumava compartilhar a rotina de treinos.

Ela trabalhava em uma academia de musculação no município. A empresa publicou uma mensagem de luto, lamentando a perda da colaboradora.

A jovem compartilhou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

De acordo com o boletim de ocorrência, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro, usada para captar imagens em movimento. O equipamento não foi localizado após a queda.


Entenda o caso

  • A  jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas de 21 anos morreu após cair de uma altura de 40 metros durante prática conhecida como rope jump.
  • Vídeos mostram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, a jogando da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.
  • Um amigo da jovem que perdeu a vida na queda ficou em estado de choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser internado.
  • Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morrer, mesmo que sem intenção de matar.
  • A Justiça decidiu que os três permaneceriam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.

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