Erika Hilton denuncia comentários sobre morte de jovem em rope jump
Pelas redes socias, Erika Hilton afirmou ter feito uma denúncia contra comentários sobre jovem de 21 anos que morreu em acidente

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) afirmou ter denunciado nesta segunda-feira (15/6) publicações nas redes sociais sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos. Em prints divulgados pela parlamentar, internautas incitam atos sexuais e necrofilia com o corpo da jovem de 21 anos que morreu em um acidente de rope jump em Limeira (SP) no último domingo (14/6).
“É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, declarou. “Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a Polícia Federal (PF).”
Acidente com rope jump
- Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, morreu no dia 14 de junho após cair de uma altura de cerca de 30 metros durante prática conhecida como rope jump.
- Vídeos compartilhados nas redes sociais flagraram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando-a da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
- Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.
- Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.
- Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo que sem intenção de matar.
- A Justiça decidiu que os três permaneçam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.
JUST IN: 21-year-old dies after workers forget to attach safety rope and push her off 40-meter bridge in São Paulo’s Limeira, Brazil pic.twitter.com/ceqniPJkUs
— Rapid Report (@RapidReport2025) June 13, 2026
Instrutores se pronunciam sobre morte da jovem
Três instrutores que coordenavam as atividades de rope jump (pulo com corda) na ponte estão presos preventivamente. Em depoimento à Polícia, um dos detidos disse que o grupo cobrava R$ 180 por salto.
Questionado sobre a divisão de tarefas, o suspeito disse que os três se revezavam nas atividades: “Às vezes a gente, tipo assim, não coloca, outro confere, outro coloca, às vezes um faz, o outro vem. Vê se tá certo, era mais ou menos isso”.
Outro dos detidos afirmou que participa do processo de checagem, mas que “não lembra” de ter fiscalizado o equipamento de Maria Eduarda. O advogado que representa os três, Rafael Gomes dos Santos, disse que os homens estão “em choque” e não sabem o que causou o acidente.
Três vídeos de diferentes ângulos do acidente foram utilizados pela Polícia Civil para embasar as prisões dos três instrutores. Ainda segundo o advogado, a corda correta estava devidamente anexada à estrutura da ponte, mas por “algum motivo” não foi presa à vítima.














