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São Paulo

Jovem morta em rope jump: presos não sabem quem errou, diz defesa

Advogado diz que instrutores presos não sabem dizer de quem seria a responsabilidade por amarrar a jovem a uma corda de rope jump

15/06/2026 12:23
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Reprodução/Redes sociais
Montagem colorida de trio preso por morte de jovem arremessada sem corda em prática de rope jump, no interior de São Paulo.

Os três instrutores presos por homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, interior de São Paulo, não souberam esclarecer quem foi o responsável pelo erro que levou a jovem à queda livre durante a prática de rope jump. De acordo com o advogado dos presos, Rafael Gomes dos Santos, os três faziam a vistoria e inspeção dos equipamentos de segurança.

A defesa enviou à Justiça um pedido para revogação da prisão preventiva e para a liberdade provisória dos instrutores.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser jogada sem corda da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, durante a prática de rope jump, fez registros do passeio nas redes sociais pouco antes do acidente
Em outro post, feito por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e brincou: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
Academia em que a jovem trabalhava lamentou a morte
Trio preso possuía profissões distintas. Maicon Fernandes Cintra (à esquerda), Luis Felipe Feliciano Egoroff (ao centro) e Vitor de Freitas Gonçalves (à direita) foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando assume o risco de morte em rope jump
“Maldita corda”, lamenta mãe de jovem que morreu em salto de rope jump
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“Maldita corda”, lamenta mãe de jovem que morreu em salto de rope jump

Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Instagram
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser jogada sem corda da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, durante a prática de rope jump, fez registros do passeio nas redes sociais pouco antes do acidente
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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser jogada sem corda da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, durante a prática de rope jump, fez registros do passeio nas redes sociais pouco antes do acidente

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Em outro post, feito por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e brincou: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
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Em outro post, feito por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e brincou: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.

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Academia em que a jovem trabalhava lamentou a morte
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Academia em que a jovem trabalhava lamentou a morte

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Trio preso possuía profissões distintas. Maicon Fernandes Cintra (à esquerda), Luis Felipe Feliciano Egoroff (ao centro) e Vitor de Freitas Gonçalves (à direita) foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando assume o risco de morte em rope jump
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Trio preso possuía profissões distintas. Maicon Fernandes Cintra (à esquerda), Luis Felipe Feliciano Egoroff (ao centro) e Vitor de Freitas Gonçalves (à direita) foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando assume o risco de morte em rope jump

Reprodução/Redes sociais

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu por politraumatismo, após queda livre de quase 30 metros de altura da Ponte do Esqueleto, conforme estimativa da Prefeitura de Limeira sobre a distância entre o ponto da queda e o chão.

Inicialmente, seis pessoas ligadas às duas empresas que atuavam no local foram detidas. Três delas foram liberadas e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, permaneceram presos. Eles são os homens filmados levantando a vítima e, depois, jogando-a do alto da ponte.

Ao Metrópoles, o advogado de defesa dos instrutores explicou ter ouvido individualmente cada cliente e nenhum foi pontual ao esclarecer quem seria o responsável por esquecer de prender a corda ao colete da jovem. “Conversei e todos eram responsáveis pela vistoria. Primeiro, eles colocavam uma espécie de colete e, depois, a corda”, diz.

O advogado detalhou o que cada um deles fazia no momento da queda, e disse que um dos instrutores foi o primeiro a ligar pedindo por socorro. Ele teria, segundo Santos, reforçando a necessidade de um helicóptero Águia, da Polícia Militar. Segundo a defesa, Luis Felipe e Maicon Fernandes são os homens filmados lançando a jovem morta. Vitor de Freitas é quem segura os pés da vítima.

“Havia mais de 30 pessoas em cima da ponte, inclusive o namorado da jovem. Foi um trágico incidente a morte. Eles [empresas ligadas aos presos] fazem este tipo de evento há mais de seis anos”, explicou o advogado.

Três ângulos

Três vídeos de diferentes ângulos do acidente foram utilizados pela Polícia Civil para embasar as prisões dos três instrutores. Ainda segundo o advogado, a corda correta estava devidamente anexada à estrutura da ponte, mas por “algum motivo” não foi presa à vítima. Veja as imagens:


Entenda o caso

  • Uma jovem de 21 anos morreu após cair de uma altura de cerca de 30 metros durante prática conhecida como rope jump.
  • Vídeos mostram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, jogando a jovem da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Praticantes da modalidade percebem que a jovem estava sem cordas. A queda assusta os presentes.
  • Um amigo da jovem ficou em choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser hospitalizado.
  • Três instrutores que aparecem nos vídeos foram presos por homicídio com dolo eventual, quando há risco de morte, mesmo que sem intenção de matar.
  • A Justiça decidiu que os três permaneçam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.

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