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São Paulo

ICMS: Ex-fiscal estava com “sugar baby” quando foi preso pela 2ª vez

O ex-fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Receita estadual de SP, foi preso pela 2ª vez após ser solto no fim de maio por fraudes no ICMS

Ramiro Brites11/06/2026 20:00, atualizado 11/06/2026 20:18
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ICMS: Ex-fiscal estava com “sugar baby” quando foi preso pela 2ª vez

O ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Secretaria de Fazenda de São Paulo (Sefaz-SP), estava acompanhado de um homem apontado como “sugar baby” dele.

Silva Neto voltou a ser preso, na quarta-feira (10/6), após policiais militares encontrarem cartas para os demais envolvidos na operação, pedindo para que destituam as respectivas defesas e contratem o mesmo advogado dele.

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O ex-fiscal havia sido solto no fim de maio, por decisão do juiz Thiago Baldani Gomes de Filippo, da 1ª Vara de Crimes Tributários de São Paulo.

Segundo o texto da decisão, a prisão preventiva do réu havia sido substituída por medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e proibição de acesso à Sefaz paulista.

O ex-fiscal também foi obrigado a entregar seu passaporte, ficou proibido de deixar a comarca sem autorização e de entrar em contato com outros agentes fiscais.

No entanto, junto com o ex-fiscal, foram encontradas cartas escritas por ele em que tenta se comunicar com os outros agentes.

“Ciente da advertência, o réu optou deliberadamente por afrontá-la — e o fez justamente quanto à medida nuclear de toda a cautela imposta, a do item (ii): a proibição de contato com outros agentes fiscais. A prisão ora requerida nada mais é, portanto, do que a consequência que a própria decisão de soltura anunciou”, diz o pedido de prisão preventiva do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

O Metrópoles procurou o advogado Julio Boccalini, citado por Silva Neto nas cartas a outros fiscais como um homem com influência “nos bastidores”. Ele afirmou que “não fará juízo de mérito pela imprensa, especialmente sobre vídeo ou documentos cuja origem, integralidade, contexto e cadeia de custódia ainda precisam ser controlados nos autos”.

O advogado ainda afirmou que pediu acesso integral aos procedimentos relacionados e irá se manifestar  “tecnicamente no processo”.

Ex-fiscal pagou R$ 5 milhões a “sugar baby”

O homem apontado como “sugar baby” de Silva Neto recebeu R$ 5,1 milhões do ex-fiscal da Sefaz. Ele chegou a ser denunciado, mas não é mais investigado pelo MPSP porque firmou acordo de não presecução penal.

Além de receber os milhões do ex-fiscal, o “sugar baby” comprou o apartamento em que Silva Neto vivia, além de outros três imóveis, suspeitos de serem fruto de lavagem de dinheiro do esquema que teria beneficiado varejistas como Fast Shop, Ultrafarma, rede de postos de gasolina e  com créditos de ICMS fraudulentos.

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