Conta de luz de operador do PCC está no nome do padrasto de Deolane

Informação aparece em relatório final da investigação que levou à prisão da influenciadora; ela é suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC

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metropoles.com

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A conta de energia elétrica de um imóvel ligado a Everton de Souza, identificado pela Polícia Civil como intermediário e operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), está no nome de Danilo Ferreira de Brito, padrasto de Deolane Bezerra. A informação consta no relatório final da investigação que levou à prisão da influenciadora e de outros suspeitos de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

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Registro feito pelos investigadores em varanda de imóvel ligado a Everton de Souza, considerado o operador financeiro do PCC
Danilo Brito é casado com a mãe de Deolane Bezerra, Solange Bezerra. O nome dele está na conta de luz do apartamento ligado a Everton
Foto publicada por Deolane em 2019
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Foto publicada por Deolane em 2019

Reprodução/PCSP
Registro feito pelos investigadores em varanda de imóvel ligado a Everton de Souza, considerado o operador financeiro do PCC
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Registro feito pelos investigadores em varanda de imóvel ligado a Everton de Souza, considerado o operador financeiro do PCC

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Danilo Brito é casado com a mãe de Deolane Bezerra, Solange Bezerra. O nome dele está na conta de luz do apartamento ligado a Everton
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Danilo Brito é casado com a mãe de Deolane Bezerra, Solange Bezerra. O nome dele está na conta de luz do apartamento ligado a Everton

Reprodução/Instagram

A investigação esteve no apartamento localizado no Jardim Anália Franco, na zona leste da capital paulista. De acordo com o relatório, os investigadores constataram que uma foto tirada da varanda do imóvel teria as mesmas características de um registro feito por Deolane em uma sacada e publicado em seu perfil do Instagram, em 2019.

Everton de Souza atuava como gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa de fachada criada a pedido de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e do irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior — da qual recebeu R$ 28,7 mil em transferências bancárias. Ele orientava o sócio-administrador da companhia a realizar depósitos em contas de Deolane. Tais pagamentos faziam parte do acerto mensal ou “balancete” da facção, e não tinham origem justificada, segundo a polícia.

No celular do sócio-administrador, em uma operação de 2021, a polícia encontrou comprovantes de transferências bancárias diretamente para a influenciadora. Os valores, enviados entre agosto e outubro de 2020, totalizam R$ 24,5 mil. A defesa de Deolane afirma que o montante foi pago pela prestação de serviços advocatícios.

Nas contas dela, os investigadores identificaram, ainda, a entrada de mais de R$ 1 milhão, em depósitos em espécie, entre 2018 e 2021, sem origem identificada. A defesa atesta que o valor também se refere ao trabalho como advogada.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reprodução/Globo News
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e como testemunha em ocorrências nas quais ele figura como vítima. A relação dos dois se mostrou ainda mais sólida com a declaração de Everton em interrogatório de que alugava um apartamento da advogada na zona leste de São Paulo por R$ 5 mil mensais.

“Nota-se, portanto, que o vínculo entre Deolane e Everton transcende qualquer relação meramente profissional ou, até mesmo de proximidade pessoal, consistindo em uma parceria voltada às práticas delitivas ora desnudadas, as quais são praticadas a mando e no seio da facção”, diz um trecho do relatório.

No endereço ligado a Everton no Jd. Anália Franco, a investigação encontrou uma caixa de MDF com as inscrições “Dra. Deolane” na tampa. Dentro dela, havia R$ 7,8 mil em espécie. Também foi apreendida no local uma máquina de contar dinheiro.

O Metrópoles tentou contato com a defesa da influenciadora para esclarecimentos e segue no aguardo de uma resposta.

Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC

  • A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
  • A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
  • Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
  • Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
  • Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
  • Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que baseou a prisão.

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