Hotsite de Deolane tem teses da defesa, FAQ e até “prisômetro”

Defesa de Deolane Bezerra criou site para contrapor acusações de elo com o PCC. A influenciadora e advogada está presa desde 21 de maio

atualizado

metropoles.com

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Deolane Bezerra
1 de 1 Deolane Bezerra - Foto: Reprodução/Internet

Além de pronunciamentos públicos e múltiplos habeas corpus impetrados à Justiça, a equipe de defesa de Deolane Bezerra criou um hotsite para contrapor as acusações de elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O portal expõe teses de juristas favoráveis à defesa, responde perguntas básicas sobre o inquérito do qual ela é alvo e tem até mesmo um prisômetro – cronômetro que contabiliza há quanto tempo Deolane está detida.

A advogada e influenciadora foi presa em 21 de maio em uma operação que também mirou Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC. Ela é acusada de receber valores de uma transportadora criada pela cúpula da facção e atuar na lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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“Inquérito Deolane”

Em deolaneverdades.com, o internauta tem acesso ao “inquérito Deolane” e “todas as perguntas e respostas que você precisa saber”. A página temporária na web, divulgada ao Metrópoles pela família da influenciadora, destaca que ela ainda não foi ouvida sobre o mérito das acusações — no entanto, durante interrogatório policial na quarta-feira (27/5), Deolane preferiu manter o silência, alegando orientação de sua defesa.

Na audiência de custódia, que foca exclusivamente em apurar se houve irregularidades no momento da prisão, a advogada afirmou que recebeu R$ 24,5 mil da transportadora ligada ao PCC durante o exercício da profissão (veja mais abaixo). Ela estaria atuando como advogada de um suposto integrante da facção.

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Site temporário destaca que a influenciadora não foi ouvida durante o inquérito
Defesa também destaca distância da penitenciária onde Deolane está detida, em Tupi Paulista, a 700km de distância de São Paulo
Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa
Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa
Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa
Defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra critou hotsite para contrapor acusações de elo com o PCC
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Defesa da advogada e influenciadora Deolane Bezerra critou hotsite para contrapor acusações de elo com o PCC

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Site temporário destaca que a influenciadora não foi ouvida durante o inquérito
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Site temporário destaca que a influenciadora não foi ouvida durante o inquérito

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Defesa também destaca distância da penitenciária onde Deolane está detida, em Tupi Paulista, a 700km de distância de São Paulo
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Defesa também destaca distância da penitenciária onde Deolane está detida, em Tupi Paulista, a 700km de distância de São Paulo

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Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa
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Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa

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Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa

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Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa
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Carta de Deolane, escrita na penitenciária em que está presa

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O hotsite destaca este e outros 30 pontos documentais que expõem supostas fragilidades da acusação policial. “Nosso objetivo é contrapor as narrativas veiculadas na imprensa sensacionalista com as provas reais e técnicas que constam nos autos oficiais”, afirma a defesa no portal.

Segundo a equipe de Deolane, “a maior parte das acusações baseia-se em presunções e na proximidade de relações de terceiros”, sem prova direta de conduta criminosa por parte da influenciadora.

A defesa ressalta também que, mesmo indiciada pela Polícia Civil pelos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de capitais, ainda não há uma acusação formal (denúncia) formulada pelo Ministério Público.

O Metrópoles apurou que a promotoria trabalha para oferecer uma denúncia nos próximos dias. Após oferecida, a acusação deve ser aprecida pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Presidente Venceslau, responsável pelo caso.

Relação entre Deolane e operador do PCC

A polícia chegou a Deolane por meio de Everton de Souza, conhecido pelos codinomes “Player” ou “Temer”. Ele é identificado nas investigações como um intermediador e operador financeiro da alta cúpula do PCC, que atuaria na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro.

O elo entre Everton e Deolane Bezerra Santos é central na investigação, e foi imprescindível para comprovar a participação da advogada na engrenagem de lavagem de dinheiro da facção, segundo a polícia.

Everton atuava como gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa de fachada criada a pedido de Marcola e Alejando, da qual recebeu R$ 28,7 mil em transferências bancárias. Ele orientava o sócio-administrador da companhia a realizar depósitos em contas de Deolane. Tais pagamentos faziam parte do acerto mensal ou “balancete” da facção, e não tinham origem justificada, apontou a investigação.

No celular do sócio-administrador, em uma operação de 2021, a polícia encontrou comprovantes de transferências bancárias diretamente para Deolane. Os valores, enviados entre agosto e outubro de 2020, totalizam R$ 24,5 mil. A defesa da influenciadora afirma que o montante foi pago pela prestação de serviços advocatícios.

Nas contas dela, os investigadores identificaram, ainda, a entrada de mais de R$ 1 milhão, em depósitos em espécie, entre 2018 e 2021, sem origem identificada. A defesa atesta que o valor também se refere ao trabalho como advogada.

Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e como testemunha em ocorrências nas quais ele figura como vítima. A relação dos dois se mostrou ainda mais sólida com a declaração de Everton em interrogatório de que alugava um apartamento da advogada no bairro Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por R$ 5 mil mensais.

Segundo a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e registros em redes sociais sugerem uma amizade íntima entre os dois, com a presença de Everton em eventos familiares da advogada.


Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC

  • A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
  • A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
  • Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
  • Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
  • Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
  • Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.

 

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