Deolane: fotos mostram proximidade com família de Marcola, diz polícia

Relatório final da Polícia Civil reúne registros de Deolane Bezerra ao lado de membros da família Camacho nas redes sociais

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Imagem colorida de Deolane Fonseca com a família de Marcola
1 de 1 Imagem colorida de Deolane Fonseca com a família de Marcola - Foto: Reprodução/PCSP

O relatório final da investigação que tem Deolane Bezerra como um dos alvos afirma que fotos publicadas nas redes sociais evidenciariam a relação pessoal da influenciadora com membros da família Camacho, especialmente com a cunhada e o irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva
Deolane e Bárbara Alves Mota, filha de Francisca Alves da Silva
Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro
Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva, cunhada de Marcola
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Deolane e Francisca Alves da Silva, cunhada de Marcola

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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva
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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva

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Deolane e Francisca Alves da Silva
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Deolane e Francisca Alves da Silva

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Deolane e Bárbara Alves Mota, filha de Francisca Alves da Silva

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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro
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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva

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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva

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Deolane Bezerra no aniversário de Lorenzo, filho de Everton de
Souza, o operador do PCC
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Deolane Bezerra no aniversário de Lorenzo, filho de Everton de Souza, o operador do PCC

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Postagem de Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, sobre William Da
Silva Furtuoso, sócio de Everton
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Postagem de Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, sobre William Da Silva Furtuoso, sócio de Everton

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O documento reúne diferentes registros de Deolane ao lado de Francisca Alves da Silva, companheira de Alejandro Juvenal Herbas Camacho, “circunstância que afasta a hipótese de contato meramente eventual ou fortuito e revela convivência reiterada em ambientes privados e sociais”, escreveram os investigadores.

A empresária também apareceu em fotos com Bárbara Alves Mota e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, enteada e filho de Alejandro Camacho, respectivamente. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, as publicações reforçariam uma proximidade não apenas com uma pessoa isolada, mas também com diferentes integrantes do mesmo núcleo familiar.

A reiteração dos registros, segundo a polícia, revelaria um ambiente de convivência e confiança entre Deolane e a família Camacho.

“Tal circunstância, quando examinada em conjunto com os demais elementos colhidos durante esta investigação, mostra-se relevante para a compreensão da rede de relacionamentos da investigada e para a contextualização dos indícios apurados quanto à possível atuação articulada em estruturas de ocultação, dissimulação patrimonial e lavagem de capitais”, conclui o documento.

Deolane Bezerra está presa desde o dia 21 de maio, quando foi deflagrada a Operação Vérnix. Ela é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Relação entre Deolane e operador do PCC

A polícia chegou a Deolane por meio de Everton de Souza, conhecido pelos codinomes “Player” ou “Temer”. Ele é identificado nas investigações como um intermediador e operador financeiro da alta cúpula do PCC, que atuaria na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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O elo entre Everton e Deolane Bezerra Santos é central na investigação, e foi imprescindível para comprovar a participação da advogada na engrenagem de lavagem de dinheiro da facção, segundo a polícia.

Everton atuava como gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa de fachada criada a pedido de Marcola e Alejando, da qual recebeu R$ 28,7 mil em transferências bancárias. Ele orientava o sócio-administrador da companhia a realizar depósitos em contas de Deolane. Tais pagamentos faziam parte do acerto mensal ou “balancete” da facção, e não tinham origem justificada, apontou a investigação.

No celular do sócio-administrador, em uma operação de 2021, a polícia encontrou comprovantes de transferências bancárias diretamente para Deolane. Os valores, enviados entre agosto e outubro de 2020, totalizam R$ 24,5 mil. A defesa da influenciadora afirma que o montante foi pago pela prestação de serviços advocatícios.

Nas contas dela, os investigadores identificaram, ainda, a entrada de mais de R$ 1 milhão, em depósitos em espécie, entre 2018 e 2021, sem origem identificada. A defesa atesta que o valor também se refere ao trabalho como advogada.

Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e como testemunha em ocorrências nas quais ele figura como vítima. A relação dos dois se mostrou ainda mais sólida com a declaração de Everton em interrogatório de que alugava um apartamento da advogada no bairro Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por R$ 5 mil mensais.

Segundo a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e registros em redes sociais sugerem uma amizade íntima entre os dois, com a presença de Everton em eventos familiares da advogada.


Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC

  • A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
  • A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
  • Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
  • Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
  • Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
  • Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.

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