Veja caixa de dinheiro em nome de drª Deolane achada com player do PCC

A caixa com cerca de R$ 20 mil foi encontrada na casa de Everton de Souza, chamado de “Player do PCC”. O objeto tinha o nome de Deolane

atualizado

metropoles.com

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Equipe de Deolane fala em "medidas desproporcionais" da Justiça - Metrópoles
1 de 1 Equipe de Deolane fala em "medidas desproporcionais" da Justiça - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu uma caixa de dinheiro em nome da influenciadora Deolane Bezerra, durante o cumprimento de busca e apreensão na casa de Everton de Souza, apontado como o “Player” do Primeiro Comando da Capital (PCC), em Ribeirão Preto, interior paulista.

A caixa, aparentemente feita em madeira, continha cerca de R$ 20 mil e estava fechada com uma tampa com o nome “Dra. Deolane” gravado, além da frase “O justo não se justifica”. Além disso, uma máquina de contar cédulas foi apreendida no imóvel.

Veja a foto:

Imagem colorida de caixa com dinheiro no nome de Deolane Bezerra e uma máquina de contar cédula. Metrópoles
A Polícia Civil apreendeu uma caixa com R$ 20 mil no nome de Deolane Bezerra na casa do Player do PCC

O Metrópoles apurou que, até o momento desta publicação, a polícia havia localizado e bloqueado R$ 6 milhões nas contas bancárias de Deolane. A Justiça havia determinado o bloqueio de bens avaliados em até R$ 27 milhões.

Relação entre Deolane e operador do PCC

A polícia chegou a Deolane por meio de Everton de Souza, conhecido pelos codinomes “Player” ou “Temer”. Ele é identificado nas investigações como um intermediador e operador financeiro do PCC, que atuaria na gestão de bens e na destinação de fluxos financeiros para a cúpula da facção, especificamente para Marcola e Alejandro.

O elo entre Everton e Deolane Bezerra Santos é central na investigação, e foi imprescindível para comprovar a participação da advogada na engrenagem de lavagem de dinheiro da facção.

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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC
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Deolane Bezerra foi presa durante operação contra esquema de lavagem de dinheiro do PCC

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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Na função de gestor indireto da Lopes Lemos Transportadora, empresa de fachada, Everton orientava o administrador operacional Ciro César Lemos a realizar depósitos em contas de Deolane.

Tais pagamentos faziam parte do acerto mensal ou “balancete” da facção. Foram identificadas 34 transações com intermediários idênticos, o que sugere uma rede de repasses triangulados para fragmentar a trilha do dinheiro (layering).

Ambos utilizam os serviços de Eduardo Affonso Rodrigues, apontado como o contador do esquema, responsável por constituir e manter empresas de fachada para os dois investigados.

A investigação chama tais empresas de “espelho”, pois identificou que elas funcionam sob o mesmo modus operandi: estão localizadas em endereços residenciais sem atividade real, ou até compartilham o mesmo local físico para diferentes CNPJs.

Deolane também aparece como representante legal de Everton em registros policiais e como testemunha em ocorrências nas quais ele figura como vítima.

A relação dos dois se mostrou ainda mais sólida com a declaração de Everton em interrogatório de que alugava um apartamento da advogada no bairro Tatuapé, na zona leste de São Paulo, por R$ 5 mil mensais.

Segundo a polícia, depoimentos de ex-integrantes da facção e registros em redes sociais sugerem uma amizade íntima entre os dois, com a presença de Everton em eventos familiares da advogada.

Operação contra Deolane e o PCC

Autoridades de São Paulo deflagraram, na quinta-feira (21/5), a Operação Vérnix, contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. A ação é desdobramento de uma investigação iniciada após trocas de bilhetes dentro de uma penitenciária. Segundo documento obtido pelo Metrópoles, as mensagens foram localizadas na caixa de esgoto de uma cela na Penitenciária II “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, em Presidente Venceslau.

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Bilhetes do PCC foram encontrados em esgoto de presídio
Bilhetes do PCC foram encontrados em esgoto de presídio
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Os bilhetes foram descobertos em 2019, após dois detentos darem descarga nos papéis durante uma vistoria na cela. Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, ao tráfico de drogas dentro da penitenciária, à atuação de lideranças do crime organizado e a planos de atentados contra agentes públicos, incluindo um ex-diretor do presídio.

Um dos manuscritos sugeria uma cobrança de Marcola sobre a execução do plano de ataque. O bilhete indicava que “aquela mulher da transportadora” havia fornecido o endereço atualizado de um dos alvos do atentado.

Em busca da “mulher da transportadora”, a Polícia Civil identificou uma empresa de transportes sediada em endereço ao lado do presídio e deflagrou, em 2021, a Operação Lado a Lado. Durante a operação, as autoridades apreenderam um celular e analisaram mais trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo também revelou indícios de repasses financeiros a Deolane Bezerra e apontou estreitos vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.


Entenda o envolvimento de Deolane Bezerra

  • Segundo a investigação, Deolane desempenhava um papel fundamental, ao fornecer uma camada de aparente legalidade para os recursos ilícitos do PCC.
  • A projeção pública da influenciadora, além de suas atividades empresariais formais e da movimentação de seu patrimônio, era utilizada para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro, dificultando a identificação do vínculo com a facção.
  • Deolane, segundo os investigadores, tinha vínculos pessoais e negociais estreitos com um dos “gestores fantasmas” de uma transportadora em Presidente Venceslau. A empresa já havia sido identificada como braço financeiro do PCC em uma operação anterior.
  • Os investigadores ainda apontam que a influenciadora apresentou movimentações financeiras expressivas e um fluxo vultoso de dinheiro que não tinha lastro econômico compatível com suas atividades.
  • A estrutura envolvia o recebimento de valores de origem não esclarecida por meio de empresas, além da aquisição ou vinculação a bens de alto padrão, como imóveis e veículos de luxo.

A quebra de sigilos revelou um alto fluxo de dinheiro sem lastro compatível, além de movimentações bancárias atípicas, contas utilizadas para passagem de valores e operações com empresas sem capacidade financeira aparente.

As investigações prosseguiram e resultaram na Operação Vérnix. Após pedido da Polícia Civil com apoio do Ministério Público paulista, a Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos – incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões – e quatro imóveis ligados aos investigados. Seis prisões preventivas foram decretadas.

Presa em Barueri, Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina da cidade de Tupi Paulista. Em nota, a defesa da influenciadora reiterou que ela é inocente e os fatos serão devidamente esclarecidos em momento oportuno. “Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane, e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário.”

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