Deolane foi recepcionada por chefia em presídio de SP, diz sindicato

SAP diz apenas que atuação institucional da secretaria “limitou-se ao estrito cumprimento do dever legal e das ordens do Poder Judiciário”

atualizado

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Equipe de Deolane fala em "medidas desproporcionais" da Justiça - Metrópoles
1 de 1 Equipe de Deolane fala em "medidas desproporcionais" da Justiça - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo afirma que dois integrantes da chefia da Penitenciária Feminina de Santana foram pessoalmente recepcionar a influenciadora Deolane Bezerra quando a detenta chegou ao local, na zona norte de São Paulo, na última quinta-feira (21/5).

A prática, segundo o sindicato, não é comum, já que há um setor de inclusão responsável por atender os presos que chegam às penitenciárias. Uma fonte disse ao Metrópoles que a recepção da influenciadora teria sido feita por um dos diretores de disciplina da unidade e pelo chefe de divisão substituto.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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A reportagem questionou a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) se o procedimento era padrão, mas a pasta disse apenas que a atuação institucional da secretaria “limitou-se ao estrito cumprimento do dever legal e das ordens do Poder Judiciário”.

A denúncia da recepção feita por um diretor de disciplina e relatos de supostas regalias às quais Deolane teria tido acesso foram citadas em um ofício encaminhado pelo Sindicato dos Policiais Penais ao diretor geral da Polícia Penal, Rodrigo Santos Andrade. O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, cobra a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para investigar o caso.

O ofício afirma que a recepção do diretor à Deolane trata-se de um “tratamento protocolar diferenciado, sem respaldo legal ou regulamentar”. Policiais da Penitenciária Feminina de Santana afirmaram, sob condição de anonimato, que uma sala foi preparada previamente para a advogada. O local teria tido pintura recente e recebeu cama com colchão e instalação de chuveiro quente. “Só faltou colocar ar-condicionado”, disse um dos agentes. Os policiais criticaram o tratamento diferenciado “enquanto as outras tomam banho no chuveiro frio”.

Depois de passar pelo presídio na capital paulista, Deolane foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. Lá, ela teria sido obrigada a retirar o aplique de cabelo no estilo “mega hair”, com o qual estava quando foi presa.

Sala de Estado Maior

Como é advogada, Deolane deve ficar recolhida em sala de Estado Maior, como prevê o Estatuto da Advocacia (Lei 8.906/1994), até que uma potencial condenação transite em julgado. Na ausência de cela do tipo, o advogado deve ser encaminhado para prisão domiciliar.

No termo de audiência de custódia de Deolane, o Juízo da Vara Regional das Garantias de Osasco determinou o encaminhamento da advogada a uma cela do tipo “tanto quanto possível”.

A sala de Estado Maior foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2006, e prevê instalações básicas de comodidade, como cama, mesa de trabalho, cadeira e banheiro privativo. Além disso, o espaço não pode ter grades e portas fechadas pelo lado de fora.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, afirmou anteriormente que “a condição não é um privilégio ao advogado, mas sim uma garantia de que não haverá perseguição em eventual investigação apenas por sua atividade profissional.

Deolane foi presa nessa quinta-feira (21/5) em São Paulo durante a Operação Vérnix que também mirou Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola, e o irmão dele por lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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