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Negócios

Dólar cai com PIB e inflação nos EUA e emprego no Brasil. Bolsa oscila

Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,061. Ibovespa fechou o pregão em queda de 0,48%, aos 175,7 mil pontos

28/05/2026 09:08, atualizado 28/05/2026 15:31
Olena Malik/Getty Images
Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles

O dólar passou a operar em baixa, nesta quinta-feira (28/5), em um dia movimentado na agenda econômica nacional e internacional, além das preocupações geopolíticas diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

No Brasil, os principais destaques são os dados oficiais do desemprego no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No exterior, a atenção dos investidores se volta para os EUA, que divulga a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e os dados do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês), a chamada “inflação do consumo”, referentes ao mês de abril.


Dólar

  • Às 15h23, o dólar caía 0,65%, a R$ 5,028.
  • Mais cedo, às 12h54, a moeda norte-americana recuava 0,29% e era negociada a R$ 5,046.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,075. A mínima é de R$ 5,023.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,66%, cotado a R$ 5,061.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,2% em maio e perdas de 7,8% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), opera sob forte oscilação no pregão.
  • Às 15h27, o Ibovespa recuava 0,04%, aos 175,6 mil pontos, praticamente estável.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em queda de 0,48%, aos 175,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula recuo de 6,17% no mês e valorização de 9,08% no ano.

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Dados de emprego no Brasil

No cenário doméstico, o mercado repercute os dados de emprego no Brasil. Nesta quinta-feira, foram divulgadas as informações atualizadas do Caged em abril deste ano. O país registrou a abertura de 85,8 mil postos de trabalho no período.

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Em março, segundo o Caged, o Brasil havia criado 228,2 mil novas vagas de emprego formal – ou seja, com carteira assinada.

Outro dado importante divulgado nesta quinta-feira é a taxa de desemprego no país em abril deste ano. O índice ficou em 5,8%, em linha com as projeções do mercado. É o menor nível de desocupação já registrado para o mês.

Em março, de acordo com o IBGE, o desemprego no Brasil foi de 6,1%. Foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

PIB e inflação nos EUA

Nos EUA, os investidores repercutem os dados do PIB e da chamada “inflação do consumo” referentes a abril de 2026.

O PCE nos EUA ficou em 0,4% em abril, desacelerando em relação ao resultado de março (0,7%).

Na base de comparação anual, no entanto, o índice ficou em 3,8%, uma aceleração na comparação com março (3,5%).

O dado sobre a chamada “inflação do consumo” é um daqueles levados em consideração para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed em 2026, no fim de abril, o BC dos EUA anunciou a manutenção dos juros no patamar de 3,5% a 3,75% ao ano. Nas duas reuniões anteriores do Fed, em janeiro e março, os juros também haviam sido mantidos nessa faixa.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 16 e 17 de junho.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Também nesta quinta-feira, foi conhecido o dado da segunda leitura do PIB dos EUA do primeiro trimestre de 2026, com alta de 1,6%. O resultado veio abaixo do esperado e da primeira leitura dos dados, divulgada no fim de abril, que havia apontado que a economia norte-americana cresceu 2% nos três primeiros meses deste ano.

Sem acordo no Oriente Médio

Os investidores também seguem monitorando as idas e vindas das negociações entre EUA e Irã em torno do possível fim da guerra no Oriente Médio.

Depois de uma onda de otimismo nos últimos dias, a preocupação voltou a ganhar força no mercado. Nessa quarta-feira (27/5), as Forças Armadas dos EUA voltaram a bombardear o sul do Irã, ao passo que o regime de Teerã anunciou que atacou uma base militar norte-americana.

De acordo com informações da agência oficial de notícias iraniana Tasnim, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica atacou um petroleiro dos EUA que tentava cruzar o Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou qualquer tipo de acordo com os iranianos em torno de Ormuz. “Ninguém controlará o estreito. Estas são águas internacionais. Se todos entenderem isso, não têm nada a temer”, afirmou.

O Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.