Taxa de desemprego sobe para 6,1% nos três primeiros meses do ano

Dados foram divulgados nesta quinta-feira (30/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

atualizado

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Carteira de Trabalho
1 de 1 Carteira de Trabalho - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A taxa de desocupação subiu para 6,1% nos três primeiros meses do ano, crescendo 1% frente ao trimestre passado, encerrado em dezembro, quando atingiu 5,1%.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30/4) pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, apesar do crescimento na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

Segundo o IBGE, a população desocupada chegou a 6,6 milhões, com alta de 19,6% no trimestre, ou mais 1,1 milhão de pessoas em busca de uma ocupação. Na comparação anual, entretanto, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13,0%, cerca de menos 980 mil pessoas.

A PNAD mostra também que o total de trabalhadores do país recuou 1%, ou 1 milhão a menos de trabalhadores, no último trimestre, marcando 102 milhões de pessoas empregadas. O número é 1,5% maior que o contingente registrado no mesmo trimestre de 2025.

Setores

O instituto aponta que em comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025, não houve aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade analisados, no entanto, em três deles ocorreram reduções:

  • Comércio, com redução de 1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas;
  • Administração pública, com redução de 2,3%, ou menos 439 mil pessoas;
  • Serviços domésticos, com redução de 2,6%, ou menos 148 mil pessoas.

Juntos, esses três grupamentos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, ainda na comparação trimestral, avalia o IBGE.

Apesar desses recuos, dois grupamentos mostraram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado:

  • Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas, com ganho de 3,2%, ou mais 406 mil pessoas;
  • Administração pública, com ganho de 4,8%, ou mais 860 mil pessoas.

Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE,  Adriana Beringuy, a redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento, seja devido à tendência de recuo no Comercio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de Educação e Saúde no setor público municipal.

Informalidade

Nos meses analisados, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O número ficou abaixo do registrado no trimestre anterior, que registrou informalidade de 37,6%.

Além disso, o número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3%  no ano.

o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Por outro lado, o número de trabalhadores por conta própria se manteve em 26 milhões.

Segundo a analista do IBGE, “a redução observada do número de trabalhadores informais decorreu da retração dos contingentes de empregados sem carteira assinada no setor privado e de trabalhadores por conta própria sem CNPJ.”

Rendimentos

A massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde no trimestre encerrado em março e atingiu R$ 374,8 bilhões com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% no ano.

Com relação ao rendimento médio dos trabalhadores, o valor chegou a R$ 3.722, crescendo 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.

Frente ao trimestre anterior, houve aumento no rendimento médio de dois dos dez grupamentos de atividade: Comércio, com alta de 3,0%, e Administração Pública, com alta de 2,5%.

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