“Inflação do consumo” nos EUA tem leve desaceleração em abril, a 0,4%
Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) ficou em 0,4% em abril, na comparação mensal, indicando desaceleração
atualizado
Compartilhar notícia

Um dos índices monitorados com maior atenção pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês) ficou em 0,4% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28/5) pelo Departamento de Comércio do governo norte-americano.
Na base anual, em relação a abril de 2025, a inflação do consumo nos EUA ficou em 3,8%.
Os resultados vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado. A maioria dos analistas projetava índices de 0,5% e 3,8%.
Em março, a inflação do consumo nos EUA ficou em 0,7% (mensal) e 3,5% (anual).
Núcleo de inflação
O núcleo da inflação do consumo, que exclui variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 0,2% em abril. Na base anual, ficou em 3,3%.
O resultado também veio dentro do esperado pelo mercado. No mês anterior, o núcleo do PCE foi de 0,3% (mensal) e 3,2% (anual).
Dado é observado pelo Fed
O dado sobre a chamada “inflação do consumo” é um daqueles levados em consideração para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed em 2026, no fim de abril, o BC dos EUA anunciou a manutenção dos juros no patamar de 3,5% a 3,75% ao ano. Nas duas reuniões anteriores do Fed, em janeiro e março, os juros também haviam sido mantidos nessa faixa.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 16 e 17 de junho.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.