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Brasil

IBGE: desemprego sobe e fica em 5,8% no trimestre encerrado em abril

Segundo o IBGE, a Pnad Contínua encontrou 6,3 milhões de pessoas em busca de trabalho no trimestre. Renda ficou estável no patamar recorde

28/05/2026 09:09, atualizado 28/05/2026 11:31
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Carteira de Trabalho

A taxa de desemprego no Brasil subiu e ficou em 5,8% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela pesquisa, a Pnad Contínua encontrou 6,3 milhões de pessoas em busca de trabalho, com alta de 8% no trimestre, ou mais 471 mil pessoas em busca de uma ocupação.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28/5) e mostram que o desemprego subiu para 5,8% (mais 471 mil pessoas) no trimestre e recuou 11,3% (menos 809 mil pessoas) na comparação com igual trimestre do ano anterior.

“O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, explicou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

A Pnad mostra também que o total de trabalhadores do país recuou 0,3%, ou 338 mil a menos de trabalhadores, no último trimestre, marcando 102,3 milhões de pessoas empregadas. O número é 1,1% maior que o contingente registrado no mesmo trimestre de 2025.

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Setores

O instituto aponta que em comparação com o trimestre de fevereiro a abril de 2025, cinco dos dez grupamentos  de atividade analisados tiveram aumento no número de pessoas ocupadas:

  • Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas: 3,3%, ou mais 425 mil pessoas;
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: 4,2%, ou mais 766 mil pessoas.

Por outro lado, houve redução no grupamento de Serviços domésticos com retração de 4,7% e 268 mil pessoas a menos.

Informalidade

Nos meses analisados, a taxa de informalidade foi de 37,2% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O número ficou abaixo do registrado no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, que registrou informalidade de 37,5%.

Além disso, o número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,3 milhões, sem variações significativas no trimestre.

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Já o número de empregados sem carteira no setor privado ficou estável no trimestre, com 13,3 milhões. O número de trabalhadores por conta própria se manteve em 26 milhões no trimestre, houve alta de 2,3% no ano (mais 580 mil pessoas).

Rendimentos

A massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, manteve recorde no trimestre encerrado em abril e atingiu R$ 377 bilhões com estabilidade no trimestre e alta de 6,5% no ano.

Com relação ao rendimento médio dos trabalhadores, o valor chegou a R$ 3.732, mostrando estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.