União Europeia oficializa veto à carne do Brasil a partir de setembro

Brasil foi retirado de relação de nações autorizadas a exportar após não comprovar regras sobre uso de antimicrobianos

atualizado

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1 de 1 foto colorida expositor de carnes - Foto: Getty Images

A União Europeia (UE) retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco, em uma decisão que pode interromper as vendas brasileiras de carne para o mercado europeu a partir de 3 de setembro deste ano.

A medida foi oficializada por meio de regulamento publicado na sexta-feira (5/6) pela Comissão Europeia.

Segundo o documento, o Brasil não apresentou informações consideradas necessárias para demonstrar que cumpre as exigências europeias relacionadas ao uso de determinados medicamentos antimicrobianos na produção animal.

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Mercosul e União Europeia.
Presidente Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
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Ricardo Stuckert/PR
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Mercosul e União Europeia.
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Mercosul e União Europeia.

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Com a mudança, o país deixa de constar na lista de nações autorizadas a exportar para a UE produtos como carne bovina, carne de frango, carne equina, pescado, mel e tripas. Na regulamentação anterior, o Brasil estava habilitado para comercializar esses produtos com o bloco europeu.

A decisão passa a produzir efeitos em 3 de setembro de 2026.


O que motivou a decisão


Enquanto o Brasil foi excluído, outros países do Mercosul continuam aptos a exportar produtos de origem animal para a União Europeia. Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem na lista de nações autorizadas pelo bloco europeu.

Decisão ocorre após acordo Mercosul-UE

A publicação da medida ocorre logo após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, alvo de críticas de agricultores e grupos ambientalistas europeus.

Apesar da coincidência temporal, especialistas ouvidos pelo setor avaliam que a decisão não está relacionada diretamente ao tratado comercial. O regulamento europeu trata de exigências sanitárias para a entrada de produtos de origem animal no mercado do bloco.

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