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ChaPapuda vem aí: Arruda, Gim e Paulo Octávio se unem para eleições

Três ex-presidiários, Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio articulam chapa para disputar as eleições no Distrito Federal

20/07/2026 04:30, atualizado 20/07/2026 08:13
Reprodução
José Roberto Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio

José Roberto Arruda (PSD) passou dois meses preso. Gim Argello (Avante) ficou na cadeia por 3 anos e 2 meses. E Paulo Octávio (PSD) esteve encarcerado por cinco dias.

Condenado seis vezes por improbidade administrativa, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda articula junto ao ex-senador Gim Argello, presidente do Avante-DF, e do ex-vice-governador Paulo Octávio uma chapa para disputar as eleições deste ano.

O trio tem em comum não só o histórico na política brasiliense, mas também a passagem pela prisão em casos de corrupção. Arruda e Paulo Octávio foram presos preventivamente, já Gim Argello cumpriu pena após ser condenado na Lava Jato.

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De olho nas eleições de 2026, Arruda e Gim costuraram o acordo segundo o qual o Avante deve fazer a indicação do candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Arruda ou lance um nome ao Senado. Paulo Octávio já foi anunciado como o outro pré-candidato ao Senado.

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A vaga de vice permanece em aberto e é um dos principais pontos das negociações. O próprio Gim Argello está entre os nomes cotados para compor a chapa.

Uma outra hipótese em discussão é que o Avante lance Jorge Argello, filho do ex-senador, como candidato a vice-governador.

Outra possibilidade é de Paulo Octávio abrir mão da disputa pelo Senado para concorrer como vice de Arruda, dando espaço para Jorge Argello disputar uma vaga na Casa Alta.

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O ex-senador Gim Argello
Pré-candidato ao Senado, Paulo Octávio
O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda
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O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda

Daniel Ferreira/Metrópoles
O ex-senador Gim Argello
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O ex-senador Gim Argello

Senado Federal
Pré-candidato ao Senado, Paulo Octávio
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Pré-candidato ao Senado, Paulo Octávio

Igo Estrela/Metrópoles

PSD e Avante realizarão convenção conjunta no Distrito Federal em 26 de julho para oficializar as chapas dos dois partidos à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e à Câmara dos Deputados.

Arruda

Pré-candidato ao Palácio do Buriti, Arruda acumula seis condenações em segunda instância decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que revelou um esquema de corrupção envolvendo o então governador, deputados distritais e empresários, com desvios de recursos públicos e pagamento de propina entre 2006 e 2009. Paulo Octávio era o vice dele à época.

Arruda foi condenado a ressarcir R$ 595 milhões aos cofres públicos, até o momento, em valores atualizados. 

Inelegível, Arruda tenta viabilizar uma candidatura em 2026 com base nas alterações promovidas na Lei da Ficha Limpa, que estão em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Paulo Octávio

Cotado para disputar o Senado pelo PSD, Paulo Octávio foi condenado, em janeiro de 2022, pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, ao lado da empresa Paulo Octávio Investimentos Imobiliários Ltda. e de outros quatro réus, por improbidade administrativa em razão de irregularidades nas autorizações para a construção do JK Shopping, reveladas pela Operação Átrio, deflagrada em 2014.

Em agosto de 2022, Paulo Octávio firmou um acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), do MPDFT, que afastou as sanções de inelegibilidade por 10 anos e o pagamento de multas que, corrigidas, somavam R$ 65,4 milhões previstos na sentença.

Gim Argello 

Em outubro de 2016, o então juiz federal Sérgio Moro condenou Gim Argello a 19 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução à investigação. Em novembro de 2017, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região reduziu a pena para 11 anos e 8 meses .

Após cumprir mais de três anos de prisão no Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR), Gim Argello foi solto em 2019 com base no Decreto de Indulto Natalino editado pelo então presidente Michel Temer em 2017, cuja validade para crimes sem violência foi posteriormente confirmada pelo STF. Em fevereiro de 2022, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou integralmente a condenação de Gim Argello na Lava Jato.