Rússia ameaça e censura jornais por cobertura da invasão à Ucrânia
Numa tentativa de controlar narrativa sobre o conflito, Kremlin proibiu que as palavras "ataque", "invasão" e "guerra" sejam usadas

A agência reguladora de comunicações da Rússia fez acusações contra ao menos 10 veículos de imprensa do país pela cobertura do conflito com a Ucrânia.
Segundo o governo russo, os jornais retrataram o que o Kremlin chamou de “operação militar especial na Ucrânia” de forma “falsa”.
A Rússia determinou que os jornais, sites e rádios acusados apaguem as informações que estão no ar.
Numa tentativa de controlar a narrativa sobre o conflito no Leste Europeu, o governo proibiu que as palavras “ataque”, “invasão” e “guerra” sejam utilizadas. O termo correto, segundo a agência russa, é “operação militar especial em Donbass”.
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A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.
Com autorização do presidente Vladimir Putin, tropas russas iniciaram, na madrugada de quinta-feira (24/2), uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Em pronunciamento, ele fez ameaças e disse que quem tentar interferir no conflito sofrerá consequências nunca vistas na história.
Já são três dias de luta armada. Ao menos 198 pessoas morreram e mais de mil estão feridas. O governo ucraniano afirma que 100 mil soldados russos estão no país.
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