General posta ironia a Flávio: “Nunca mais um Bolsonaro no Planalto”
Por meio de seu perfil no X, general repostou publicação "dando adeus" ao clã e dizendo que nenhum integrante da família comandará o país

General da reserva do Exército Brasileiro e ex-candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Paulo Chagas usou as redes sociais, nessa segunda-feira (6/7), para alfinetar a família Bolsonaro. A publicação foi veiculada dias após o Partido Liberal (PL) confirmar a convenção nacional que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (RJ) à Presidência da República, em 25 de julho.
Por meio de seu perfil na rede X, antigo Twitter, Paulo repostou um tuíte “dando adeus ao clã” e dizendo acreditar que nenhum integrante da família comandará o Brasil.
A publicação também faz campanha contrária ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Nunca mais teremos um Bolsonaro no Palácio do Planalto. Disso eu tenho certeza. Agora precisamos não ter nunca mais um petista também, começando em 2026”, diz a postagem.
O militar se candidatou ao comando do Palácio do Buriti em 2018, mas terminou em quarto lugar no pleito, com 110.973 votos, ou 7,35% dos votos válidos.
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Ver todas“Líder vazio”
Esta não é a primeira vez que o general da reserva recorre às redes para tecer críticas a Bolsonaro e seus apoiadores. Em dezembro de 2025, por exemplo, Paulo usou o mesmo perfil no X para chamar o ex-presidente do Brasil de “líder tão estridente quanto vazio”.
Chagas também classificou a ascensão de Bolsonaro à posição de líder da direita como um fenômeno e uma contradição: “O maior líder de um grupo incapaz de se consolidar como força propositiva”.
De acordo com o general, a liderança do ex-presidente emergiu “em meio a um vácuo de representatividade e de confiança no liberalismo e no conservadorismo, mas que nunca teria deixado de ser um projeto de promoção e de poder pessoal”.
“No Congresso, praticando uma mesmice política da qual dizia estar fora, uniu-se ao Centrão que, em campanha, permitiu que fosse chamado de ladrão, fragilizando não apenas o seu governo, mas toda a direita que nele acreditava”, apontou Chagas.

