Eleição 2026

Após aposta em Pacheco, esquerda mineira se fragmenta e complica Lula

Petistas demonstram certa irritação com indecisão do presidente Lula e reclamam que estados menos relevantes tiveram mais atenção

atualizado

metropoles.com

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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
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Belo Horizonte – Para petistas em Minas e em Brasília, tudo indica que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não vai se candidatar ao governo de Minas Gerais. Contudo, esses petistas esperam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma decisão final sobre Pacheco ou um novo nome a ser apoiado pelo partido. A incerteza é vista com alguma frustração por aliados que não quiseram ter suas identidades reveladas, mas alegaram que os mineiros estão se sentindo desprestigiados.

“O palanque em Minas é problema do Lula. Mirou em Alexandre (Silveira) e Pacheco. Não fortaleceu o PT. Agora ele que diga o que quer em Minas para ajudá-lo”, reclamou ao Metrópoles um político da base petista em MG

A eleição de 2022, quando o petista recebeu 50,20% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,80% do adversário Jair Bolsonaro (PL), foi recordada por petistas. “Minas foi um estado importante para vitória dele (em 2022), mas até estados menos relevantes tiveram mais atenção”, argumentou o mineiro.

O discurso nos bastidores contrasta com o que vem sendo apresentado em público por lideranças da sigla, como a presidente estadual Leninha e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Os dois afirmam que o partido deve se reunir para tratar do tema, mas que aguarda, de forma paciente, uma posição do presidente.

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Senador Rodrigo Pacheco
Boulos em MG
O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU
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O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na cerimônia de posse de Odair Cunha no TCU

Antônio Leal/TCU
Senador Rodrigo Pacheco
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Senador Rodrigo Pacheco

Carlos Moura/Agência Senado
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Boulos em MG

Thiago Bonna/Metrópoles

Alternativas do PDT e do MDB

Enquanto espera, o PT em Minas tem algumas alternativas já sendo estudadas. O pré-candidato Alexandre Kalil (PDT) é um dos cotados. A aliança com o PT na disputa ao Palácio Tiradentes em 2022, ser uma figura conhecida do eleitor mineiro e estar filiado a um partido da base nacional pesam favoravelmente ao político. Que também deve receber apoio da federação Rede-Psol, partidos de esquerda, segundo pessoas próximas ao partido.

Contudo, muitos petistas se mostram ressentidos com as reações que Kalil teve após a derrota para o então governador Romeu Zema (Novo). Eles alegam que, por isso, não gostariam de ter que apoiá-lo na disputa, mas que entendem caso a direção assim decida. No início da semana, o ex-prefeito negou ter conversado com lideranças do PT.

Já o pré-candidato Gabriel Azevedo (MDB) é um nome que, se não conta com total simpatia, também não enfrenta nenhum veto dentro do partido. O emedebista já vem conversando com diferentes partidos, inclusive com o PT mineiro.

A ressalva que alguns filiados fizeram é em relação ao histórico de Azevedo de romper alianças, sendo mencionado a saída do PSDB, como uma ruptura com Aécio Neves (PSDB); com o próprio Alexandre Kalil, quando ele era prefeito da capital mineira; e com o ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Marcelo Aro (PP).

O político afirmou que não rompeu com o tucano e que, apenas por divergências com alguns grupos do partido, preferiu seguir outros rumos políticos, mas que mantém uma relação cordial com Aécio.

Candidato petista

Uma terceira opção seria a candidatura própria. Essa é a via defendida pelo deputado federal e vice-líder do governo no Congresso, Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele garantiu que o candidato saíra dos quadros internos, mas disse que ainda não sabe quem será.

Perguntado se ele seria uma opção, Lopes afirmou que não, que quer concorrer ao Senado. Correligionários alegam não sentir firmeza no possível desejo e acreditam que ele é um candidato para a disputa. Outras opções mencionadas foram o da ex-reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart, ou mesmo o de Rogério Correia.

Outros dois filiados ao PSB, mesma legenda de Pacheco, surgem como possíveis candidatos. O empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tem a sua candidatura defendida por uma ala do partido, que vem a boa relação com industriais e como nome preferido do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como um peso favorável.

O ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior é mais um dos que podem disputar o governo de Minas. Ele é visto como uma busca em agradar membros do judiciário mineiro.

Reunião de Pacheco com Lula

O senador Rodrigo Pacheco ainda deverá se reunir com Lula e com Alckmin para anunciar formalmente a desistência, mas a agenda ainda não tem data confirmada. Esse encontro, acreditam alguns, pode servir para que o presidente tente, pela última vez, convencer o político a disputar o cargo.

Filiados ao PSB dizem que o motivo para a decisão é uma questão pessoal. Já petistas alegam que ele queria que apoio de partidos mais ao centro, como o MDB, o que a legenda não vinha conseguindo aglutinar ao redor dele.

Além disso, Pacheco era o nome preferido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula preferiu indicar o advogado-geral da União Jorge Messias, o que irritou o amapaense. Messias não teve seu nome aprovado na Casa.

A tendência é que Alcolumbre indique o mineiro para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), já que o ministro Bruno Dantas deve deixar o cargo antes do previsto.

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