Eleição em MG: pré-candidato do MDB conversa com dirigentes petistas
Partido dos Trabalhadores deve se reunir nesta semana para discutir quem será o candidato a ser apoiado pela legenda na disputa ao governo
atualizado
Compartilhar notícia

Belo Horizonte — O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) vem trabalhando nos bastidores para firmar alianças com partidos de diferentes espectros. Em meio a indefinição do Partido dos Trabalhadores (PT), que passou a buscar um nome viável com a provável desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB) em concorrer, o político do MDB vem dialogando também com petistas.
Na manhã desta quinta-feira (21/5), Azevedo irá se reunir com a presidente do PT mineiro, a deputada estadual Leninha, e à tarde o encontro será com a pré-candidata Marília Campos, um dos nomes que foi cotado ao Palácio Tiradentes, mas já rechaçou a possibilidade de se candidatar ao Executivo e mira uma vaga ao Senado.
Ao Metrópoles, Azevedo em princípio negou negou qualquer reunião com lideranças petistas, mas destacou que segue conversando com diferentes políticos.
A intenção, segundo interlocutores, é apresentar seu nome como uma opção mais ao centro. Um dos motivos que fizeram Pacheco desanimar de seguir na corrida eleitoral foi a dificuldade de atrair partidos mais ao Centro, como o próprio MDB.
Azevedo é o nome que conta com a simpatia do presidente do Partido Verde (PV) mineiro, Osvander Valadão, e da deputada estadual, Lohana França (PV). O PV é um dos integrantes da federação junto ao PT e ao PCdoB.
As lideranças nacionais e estaduais do PT ainda devem se reunir para começar a discutir possíveis nomes para o cargo. Entre eles, está também o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que está aberto a conversas mas que, segundo aliados, ainda não foi procurado por ninguém próximo ao partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Kalil foi o nome apoiado por Lula na disputa do governo mineiro em 2022, mas acabou derrotado pelo então governador Romeu Zema (Novo). Depois do pleito, os dois acabaram se afastando, mas o ex-prefeito deixou uma porta aberta, durante o ato de filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), no final de 2025.
Apesar de ainda não ter recebido o apoio formal, pessoas ligadas a REDE, que fazem federação junto com o Psol, se mostram inclinadas a apoiar o ex-presidente do Atlético.
Os nomes do empresário Josué Gomes (PSB-MG) e do ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior (PSB-MG), vem perdendo força junto as lideranças petistas.
A decisão do PT em apoiar um candidato de outra legenda passa preponderantemente a construção de um palanque para Lula na disputa presidencial, afirmam pessoas próximas ao presidente. Um ponto central é a disposição do candidato em apoiar abertamente a candidatura a reeleição do presidente.
