Pacheco decide não concorrer em MG, mas ainda terá conversa com Lula
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) avalia que está difícil construir palanque forte em MG, mas Lula pode tentar cartada
atualizado
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Belo Horizonte – Após ingressar em abril no PSB com o objetivo de construir uma candidatura ao governo de Minas, o senador Rodrigo Pacheco avalia que o cenário é difícil no estado e sua decisão de momento é não concorrer.
Essa posição foi comunicada por Pacheco ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, em reunião na noite de terça (12/5), em Brasília. As portas, porém, não foram totalmente fechadas nesse encontro. Pacheco ficou de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para uma última tentativa de criar as condições ideais, mas não há data para isso ocorrer.
O que preocupa Pacheco é a dificuldade de atrair grandes partidos de centro, como o MDB, para uma eventual chapa em Minas, estado onde a direita está melhor posicionada e lidera as pesquisas. Concorrendo só com uma coligação de esquerda, avalia o senador, as chances eleitorais são baixas no estado.
Na avaliação do senador Rodrigo Pacheco, apenas uma articulação direta de Lula poderia mudar esse cenário, mas esse debate passa pela eleição a nível nacional e está travado. E uma definição para o PT em Minas precisa vir logo, até para a construção de outras candidaturas.
Pacheco, no momento, prefere se voltar para uma disputa mais fácil: ser indicado para ser ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) com o apoio do aliado Davi Alcolumbre (União-AP).
O Metrópoles já vinha noticiando que estava esfriando a possibilidade de Pacheco concorrer em Minas, algo pelo qual ele nunca mostrou entusiasmo, mas que sempre foi o plano A de Lula, que precisa de um palanque competitivo em Minas, estado onde estão em jogo 16 milhões de eleitores e onde as pesquisas mostram disputa dura entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O que resta ao PT sem Pacheco
Agora, o PT se debruça sobre as opções. A presidente do partido em Minas, a deputada estadual Leninha, afirmou na terça que, caso Pacheco não seja o candidato, acredita que ele não deixará Lula na mão e mencionou a filiação de dois importantes nomes ao PSB, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, e do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior.
Outros petistas buscam opções em quadros internos, mencionando o nome do ex-deputado estadual André Quintão.
O nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também aparece como uma possibilidade, apesar de ser visto como altamente improvável. Kalil já foi o candidato apoiado por Lula ao governo de Minas na disputa eleitoral de 2022, mas após a derrota na disputa, os dois acabaram se afastando.
PL avança em acordo com Cleitinho
Enquanto o PT vê as dificuldades aumentarem em Minas, os caminhos para o PL do pré-candidato Flávio Bolsonaro se abriram no estado. Em reunião também na terça em Brasília, os caciques do partido alinharam acordo para concorrer no estado ao lado do senador Cleitinho (Republicanos), que lidera as pesquisas de intenção de voto.
A ideia seria o PL indicar o vice de Cleitinho ou mesmo a cabeça de chapa, a depender de articulações futuras.









