Eleição em MG: PL alinha acordo com Cleitinho e PT patina com Pacheco
Apesar de acordo, PL afirmou que a composição da chapa ainda não foi decidida; PT segue aguardando Rodrigo Pacheco
atualizado
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Belo Horizonte – As peças se moveram no xadrez eleitoral mineiro e o jogo ficou mais claro pelo menos para um dos lados da disputa. O Partido Liberal (PL) decidiu, em reunião realizada em Brasília na terça (12/5), que vai construir o projeto para o governo de Minas Gerais junto ao Republicanos. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) ainda aguarda uma definição em torno do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), mas já vê o cenário com pessimismo.
O encontro entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), o coordenador de campanha e senador Rogério Marinho (PL-RN) e lideranças mineiras abriu espaço para que o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que aparece liderando a corrida nas pesquisas eleitorais, seja o representante de Flávio e do PL na campanha estadual mineira.
Mas o presidente do PL em Minas, o deputado federal Zé Vitor, afirmou que não há qualquer definição sobre os nomes e apenas que as legendas estarão juntas. Cleitinho ainda não se declarou pré-candidato a qualquer vaga no pleito deste ano, mas já afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro.
A sigla não descarta indicar um nome para encabeçar a chapa. Os nomes mais cotados são os do presidente da Federação da Indústria de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que também esteve no encontro; e do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli.
Ruim para Simões
O anúncio acaba atrapalhando os planos do governador Mateus Simões (PSD), que vinha fazendo sinalizações para os bolsonaristas com a intenção de conquistar este apoio. Uma das estratégias era a realização de agendas conjuntas com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), outro político que participou do encontro junto a Flávio Bolsonaro.
O lado petista
Enquanto isso, lideranças petistas a nível nacional seguem confiantes de que Pacheco irá aceitar o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para disputar o Palácio Tiradentes. O senador afirmou que irá tomar sua decisão até o final deste mês de maio. Questões pessoais, afirmam políticos do PT e do PSB, vêm pesando para a demora a decisão.
A indefinição, porém, é vista por alas do PT mineiro como um sinal de desinteresse. Uma fonte afirmou que a articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para indicar Pacheco ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), no lugar de Bruno Dantas, após o nome dele não avançar para o Supremo Tribunal Federal (STF), mostra uma intenção de não trilhar o caminho da disputa ao Executivo.
A presidente do partido em Minas, a deputada estadual Leninha, afirmou que, caso Pacheco não seja o candidato, acredita que ele não deixará Lula na mão e mencionou a filiação de dois importantes nomes ao PSB, o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, e do ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior.
Uma ala aponta que, neste caso, o nome a concorrer deve ser dos quadros internos, mencionando o nome do ex-deputado estadual André Quintão, que deixou a Secretaria Nacional de Assistência Social para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O nome do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), também aparece como uma possibilidade, apesar de ser visto como altamente improvável. Kalil já foi o candidato apoiado por Lula ao governo de Minas na disputa eleitoral de 2022, mas após a derrota na disputa, os dois acabaram se afastando.











