Petistas apostam em aliança entre Kalil e Pacheco em Minas; entenda
Para petistas, Alexandre Kalil pode compor a eventual chapa de Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas Gerais como candidato ao Senado
atualizado
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Lideranças petistas envolvidas nas articulações eleitorais do partido avaliam que o tabuleiro eleitoral em Minas Gerais pode ter uma mudança que resulte em uma aliança entre o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o ex-prefeito Alexandre Kalil.
Sob reserva, petistas ouvidos pela coluna apostam que o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, hoje pré-candidato a governador pelo PDT, poderá desistir da disputa pelo Palácio da Liberdade para concorrer a uma das vagas ao Senado.
Para essas lideranças, Kalil “quer um mandato”, e a Casa Alta seria a opção mais viável. No fim de abril, a Justiça de Minas Gerais condenou o ex-prefeito por nepotismo após empregar o irmão de sua ex-namorada na Prefeitura de Belo Horizonte.
Composição com Kalil
Caciques petistas acreditam que Kalil pode, inclusive, compor a chapa de Pacheco. Nesse caso, o senador concorreria ao governo, Kalil ao Senado e a ex-prefeita Marília Campos (PT) na outra vaga de senadora . “Seria uma chapa boa”, diz uma liderança do PT.
Pacheco é a aposta do PT para palanque do presidente Lula em Minas nas eleições de 2026. O senador, contudo, ainda não bateu o martelo se será candidato. Nos próximos dias, a cúpula nacional do PT se reunirá com petistas mineiros para discutir o cenário.
A coluna mostrou, no entanto, que parte das lideranças do PT veem com desconfiança uma possível participação de Pacheco na rejeição da indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado.
Apesar de o senador negar, uma ala do governo atribui a derrota de Messias a Pacheco. A tese acendeu um alerta sobre a confiabilidade do parlamentar. Os petistas admitem, contudo, que Lula poderá relevar isso e apoiar Pacheco mesmo assim.






