Justiça condena Kalil por nomear irmão de ex na Prefeitura de BH

Ex-prefeito de Belo Horizonte foi acusado de indicar e nomear irmão de ex-namorada para um cargo comissionado na administração pública

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes sociais
Foto colorida de Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) por nepotismo, ao entender que ele usou o cargo para nomear o irmão de sua então namorada e assessora jurídica na administração municipal. A decisão é desta quarta-feira (29/4) e também proíbe o político de contratar com o poder público por dois anos.

A sentença foi assinada pelo juiz Danilo Couto Lobato, da 3ª Vara da Fazenda Pública Municipal, e ainda determina o pagamento de multa civil, a ser calculada com base nos salários recebidos pelo servidor nomeado.

O caso envolve a nomeação de Marcelo Amarante para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZ), em 2020. Ele é irmão de Fernanda Amarante, que à época era assessora jurídica do gabinete de Kalil e mantinha relacionamento com o então prefeito.

Juiz aponta favorecimento

Na decisão, o magistrado concluiu que a nomeação partiu diretamente do gabinete do prefeito, e não de uma escolha técnica da fundação.

O então presidente da FPMZ, Sérgio Augusto Domingues, afirmou em depoimento que apenas acatou a indicação, que teria sido feita pela gestão de Kalil. Já Fernanda Amarante confirmou que o irmão foi nomeado por iniciativa do gabinete.

“Assim, a distinção formal entre pessoas jurídicas não serve de escudo para o nepotismo quando a ordem de nomeação emana da mesma autoridade”, diz trecho da sentença.

A ação foi proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apontou violação aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa, além de afronta à Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda a nomeação de parentes para cargos de confiança.

Durante o processo, iniciado em 2022, Kalil alegou ausência de dolo e afirmou que a nomeação teve respaldo jurídico da Procuradoria-Geral do Município. A defesa também sustentou que não havia subordinação entre os envolvidos e que se tratava de órgãos distintos da administração.

Marcelo Amarante, por sua vez, afirmou possuir qualificação técnica para o cargo e negou irregularidade na nomeação.

Kalil e Marcelo Amarante foram condenados ao pagamento de multa civil equivalente a duas vezes o valor da remuneração recebida à época dos fatos, valores que ainda serão definidos.

Ambos também ficam proibidos, por dois anos, de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?