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Manoela Alcântara

STF mantém prisão de Henrique Vorcaro com placar de 3 votos a 1

Os ministros da Segunda Turma referendaram decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF

, 16/06/2026 17:39, atualizado 16/06/2026 18:18
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Reprodução/Facebook
Henrique Vorcaro era controlador financeiro do Master

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, manteve a prisão do pai do banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro. Os ministros tomaram a decisão em julgamento realizado nesta terça-feira (16/6).

Na sessão, somente o ministro Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar de Henrique Vorcaro. Já Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator do caso Master, ministro André Mendonça, e referendaram a decisão dele.

O processo voltou à pauta após Gilmar devolver o pedido de vista na manhã desta terça. Em voto divergente, Gilmar afirmou que o caso Master se transformou em uma investigação de forte repercussão midiática e alertou para os riscos da espetacularização de operações policiais.

Segundo o magistrado, a operação se tornou um “caso rumoroso” que, há meses, ocupa o noticiário de forma “cada vez mais espetaculosa e sensacionalista”.

Ao analisar a situação de Henrique Vorcaro, o ministro observou que a Polícia Federal (PF) apresentou indícios de contato do investigado com integrantes do suposto esquema ligado ao filho, mas ponderou que não foram apontados elementos concretos capazes de demonstrar que ele teria solicitado, diretamente, a prática de atos ilícitos.

Continuidade delitiva

A Turma, no entanto, entendeu pelos mesmos argumentos de Mendonça. Ao autorizar a prisão de Henrique Vorcaro, Mendonça explicou a necessidade de impedir a continuidade das atividades ilícitas e preservar a integridade das investigações, diante de indícios de ameaça a testemunhas, destruição de provas e risco de fuga.

Henrique está preso desde 14 de maio, após ser alvo da Polícia Federal na 6ª fase da Operação Compliance Zero. Segundo investigação da Polícia Federal, Henrique e o filho, Daniel Vorcaro, teriam ocultado de credores e vítimas de fraudes do Banco Master pelo menos R$ 2,2 bilhões, mesmo após o início das apurações.