Prós e contras que o PT vê nas opções a Pacheco para o governo de MG
Petistas indicam os nomes de Alexandre Kalil, Gabriel Azevedo ou mesmo uma solução caseira; Josué Gomes e Jarbas Soares também aparecem
atualizado
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Belo Horizonte – Em Minas Gerais, o Partido dos Trabalhadores (PT) aguarda. Aguarda a reunião entre o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o mineiro informe formalmente a desistência em concorrer ao governo do Estado com o apoio do partido. O grupo também aguarda que as lideranças estaduais, em parceria com as nacionais, se reúnam para apresentar potenciais candidatos.
A exigência maior é que, caso o escolhido não saia de dentro da legenda, o que vem sendo apontado como uma solução, o postulante seja um palanque forte para o presidente na disputa a reeleição.
O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato Alexandre Kalil (PDT) é um dos favoritos de uma ala do partido. Além de estar filiado a uma sigla que tem aliança nacional com o PT, o político já é conhecido do eleitorado mineiro e já esteve no mesmo palanque de Lula no pleito de 2022, apesar de ter perdido, em primeiro turno, para o governador Romeu Zema (Novo), que foi reeleito.
Após a derrota, os dois chegaram a se afastar, mas o ex-prefeito, durante sua filiação, em outubro de 2025, se mostrou disposto a retomar conversas com o presidente. Pesa contra também uma certa rejeição de petistas mineiros.
Pessoas próximas a Kalil afirmam que, até o momento, ele não foi procurado por ninguém ligado a legenda, mas que estaria disposto a conversar. Pessoas ligadas a federação Rede-Psol alegam que os partidos estão inclinados a apoiá-lo na disputa.
Enquanto o ex-prefeito aguarda contato, o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte (CMBH) e pré-candidato, Gabriel Azevedo (MDB) busca estabelecer conversas com as lideranças petistas.
O emedebista tem reuniões marcadas com petistas, uma para esta quinta-feira (21/5), com a presidente do partido em Minas, a deputada estadual Leninha, e outra na semana que vem com a pré-candidata da legenda ao Senado, Marília Campos.
O político revelou que chegou a conversar, nos últimos dias, com nomes do PL, PSDB, Agir, Avante, Cidadania, PCdoB, PV e inclusive do PT, e afirma que vê possibilidade de alianças com lideranças e partidos do campo democrático. O presidente do diretório do PV mineiro, Osvander Valadão, declarou apoio ao pré-candidato. O Partido Verde é um dos membros da federação junto ao PT e ao PCdoB.
Solução caseira
Uma possibilidade que vem sendo apontada por lideranças é que um nome de dentro do próprio partido seja encarregado de concorrer. Contudo, essa figura ainda não tem cara, enquanto os adversários estão consolidando nomes há meses.
Alguns gostariam que fosse a Marília Campos, que já reforçou em diversas oportunidades que não quer participar da busca pelo Executivo.
Ainda no PSB de Pacheco
Dois nomes filiados ao PSB também aparecem como opção. O empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar; e o ex-procurador-geral da Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior. A intenção é que eles consigam trazer o apoio de empresários, mas o partido acredita que, por não serem figuras muito conhecidas dos mineiros, podem não ser candidatos viáveis.
Apesar de remota, ainda existe a possibilidade do presidente Lula, junto do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), conseguirem persuadir Pacheco a aceitar ter seu nome na urna em outubro.










