Criptogato: nova operação apreende 90 mineradoras clandestinas no DF. Veja vídeo
Segundo a Neoenergia, o volume de energia consumido irregularmente seria suficiente para abastecer 1,3 mil residências por mês
atualizado
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Em mais uma fase da operação voltada à repressão ao furto de energia elétrica associado à mineração clandestina de criptoativos, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Neoenergia Brasília apreenderam, nesta terça-feira (2/6), 90 equipamentos em um condomínio na região do Jardim Botânico.
Veja:
As investigações indicaram a existência de ligação clandestina de energia elétrica destinada ao funcionamento de uma estrutura de mineração dos criptoativos. Durante a operação, policiais civis e equipes técnicas da concessionária constataram que a unidade era abastecida por uma rede clandestina subterrânea.
No imóvel, foram encontrados cerca de 90 equipamentos de mineração, dos quais 10 estavam em pleno funcionamento no momento da fiscalização. Também foram apreendidas placas e hashboards vinculadas à atividade, além de diversas peças de reparo e reposição.
Segundo estimativa da Neoenergia, o volume de energia consumido irregularmente no local seria suficiente para abastecer, aproximadamente, 1,3 mil residências por mês.
Após a constatação da fraude, a ligação clandestina foi interrompida pela concessionária, e os equipamentos foram apreendidos para subsidiar a investigação.
O responsável pelo imóvel não foi localizado durante a operação e as equipes permanecem em diligências à sua procura. O local foi preservado e submetido à perícia do Departamento de Polícia Técnica da PCDF.
A ocorrência demonstra o avanço dessa modalidade criminosa para áreas urbanas e residenciais do DF. Além do prejuízo patrimonial causado à concessionária, o furto de energia em estruturas de alto consumo representa risco à coletividade, pois pode provocar sobrecarga na rede elétrica, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e até incêndios.
Agora, a investigação prossegue para apurar a participação de outros envolvidos, identificar eventuais financiadores da estrutura clandestina e verificar a possível prática de crimes conexos, inclusive lavagem de dinheiro e organização criminosa.