“Deusa do Tigrinho”: o que diz a influenciadora alvo da PCDF
Defesa de investigada por suposta promoção de apostas ilegais afirma que apuração está em fase preliminar e que ela é inocente
atualizado
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A defesa da influenciadora digital de Brazlândia (DF) conhecida nas redes sociais como “Deusa do Tigrinho”, suspeita de movimentar R$ 1,2 milhão em apostas, afirmou nesta terça-feira (2/6) que a investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) contra a jovem ainda está em fase preliminar e que não há qualquer conclusão definitiva sobre o caso.
Em nota, os advogados sustentaram a inocência da influenciadora e disseram que os fatos serão esclarecidos no decorrer da apuração.
“As medidas de busca e apreensão cumpridas na presente data decorrem de investigação ainda em fase preliminar, não havendo, até o momento, qualquer conclusão definitiva acerca do caso. Desde já, reafirmamos a absoluta inocência de Adrielly e esclarecemos que os fatos serão devidamente elucidados por esta defesa em momento oportuno”, afirma a nota da influenciadora.
A defesa também ressaltou que o processo tramita sob sigilo judicial, o que impede manifestações mais detalhadas neste momento.
Nesta terça-feira (2/6), a influenciadora foi alvo de uma operação deflagrada pela PCDF. A investigação aponta que a influenciadora teria movimentado mais de R$ 1,2 milhão em menos de seis meses e utilizado seus perfis nas redes sociais para promover plataformas ilegais de apostas e cassinos on-line.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e determinado o bloqueio de até R$ 600 mil em ativos financeiros vinculados à investigada.
Veja:
A ação foi desencadeada pela 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), que apura o suposto envolvimento da investigada na promoção de plataformas ilegais de apostas e cassinos on-line, além da utilização de empresas para ocultação e dissimulação de recursos de origem suspeita.
Veja imagens da “Deusa do Tigrinho”:
Apostas eletrônicas
Segundo as investigações, a suspeita é acusada de utilizar as próprias redes sociais para divulgar, de forma contínua, plataformas de apostas eletrônicas. Paralelamente, exibia um padrão de vida elevado, marcado por demonstrações frequentes de luxo e patrimônio, incompatíveis, em tese, com sua capacidade econômica formalmente identificada.
A análise financeira conduzida pelos investigadores apontou centenas de operações bancárias realizadas de forma pulverizada, envolvendo sucessivos créditos e débitos, além de repasses de valores para terceiros.
De acordo com a polícia, o padrão observado pode indicar mecanismos destinados a dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos movimentados.
As apurações revelaram ainda a existência de transações realizadas por meio de uma empresa ligada à investigada, além de aplicações financeiras e outras movimentações consideradas relevantes para o aprofundamento das investigações.
A polícia busca esclarecer a origem dos recursos e verificar se houve utilização de estruturas empresariais para mascarar operações financeiras.
Extração de dados
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a PCDF solicitou à Justiça a expedição dos mandados de busca, a extração de dados armazenados em dispositivos eletrônicos e a adoção de medidas para preservação de valores que possam ter relação com os crimes investigados.
Os materiais apreendidos serão submetidos à perícia e análise técnica. A expectativa é que os dados extraídos de celulares, computadores e demais equipamentos auxiliem na identificação de possíveis envolvidos e na reconstrução do fluxo financeiro investigado.
A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que a influenciadora poderá responder, em tese, pelos crimes de exploração de jogos de azar, estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Novas diligências não estão descartadas.












