Na Mira

Em meio a sujeira, PCDF encontra Rolex em casa de contador preso. Veja vídeo

Nova fase da Operação Shadow Shark cumpriu três mandados de busca e apreensão contra o contador Cleônides de Sousa nesta terça-feira (2/6)

atualizado

metropoles.com

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Material cedido ao Metrópoles
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1 de 1 pcdf-operacao-shadow-shark-1 - Foto: Material cedido ao Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (2/6), uma nova fase da Operação Shadow Shark e cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao contador Cleônides de Sousa Gomes por suspeita de lavagem de dinheiro no DF. Durante as buscas, foram apreendidas máquinas de cartão, pen drives e um relógio Rolex, avaliado em mais de R$ 106 mil.

Veja vídeo:

 

As investigações ocorreram em endereços residenciais e empresariais no Park Way, Asa Sul e Sudoeste, no âmbito de uma investigação que começou após a apreensão de cerca de R$ 1 milhão em espécie com o alvo da operação.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e mídias digitais que serão analisados. Também foi apreendido um relógio rolex.

De acordo com a corporação, há indícios de uso de mecanismos para ocultar e dissimular a origem e a movimentação dos recursos, prática que pode caracterizar o crime de lavagem de dinheiro.

O material recolhido deve auxiliar no rastreamento do fluxo financeiro e na identificação de possíveis participantes do esquema investigado.

Segundo a PCDF, o investigado foi preso em flagrante após sair de uma agência bancária na Asa Sul transportando o dinheiro em espécie. Na época, os policiais identificaram que ele estava desempregado e não possuía renda compatível com os valores movimentados.

As investigações apontam que o homem teria emprestado a própria conta bancária para receber e movimentar recursos de origem suspeita, em troca de uma porcentagem sobre as transações realizadas.

Após a prisão, convertida em preventiva pela Justiça, a polícia deu continuidade às apurações para identificar a origem do dinheiro, o destino dos valores e outros possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Relembre o caso

Segundo informações apuradas pela coluna Na Mira, uma denúncia anônima levou os investigadores até o contador. A informação recebida pela polícia apontava que um homem faria o saque de “R$ 1 milhão do crime” em uma agência bancária da capital federal.

Ao ser abordado pelos policiais civis, Cleônides negou que a expressiva quantia fosse de sua propriedade. O contador ainda teria mais R$ 1 milhão em sua conta bancária, com saque programado para esta quarta-feira (13/5).

Em depoimento, afirmou que apenas receberia o depósito, realizaria o saque e entregaria o dinheiro a outra pessoa posteriormente.

O contador, no entanto, declarou não saber quem teria depositado a fortuna e tampouco quem seria o destinatário final da quantia. Ainda conforme relato prestado à polícia, Cleônides afirmou que receberia R$ 40 mil como comissão pelo serviço de retirada e entrega do dinheiro.

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