Na Mira

Quem é o contador preso no ato em que sacava “R$ 1 milhão do crime”

Contador foi preso durante operação que apura movimentação de recursos de origem ilícita no Distrito Federal. Ele sacou R$ 1 milhão

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Material cedido ao Metrópoles
homem de cabelos pretos
1 de 1 homem de cabelos pretos - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O nome do contador Cleônides de Sousa Gomes passou a ocupar o centro das investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após a prisão do profissional durante o saque de R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária da Asa Sul, em Brasília. A operação ocorreu na segunda-feira (11/5) e integra a ação policial batizada de “Shadow Shark”, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo movimentações financeiras suspeitas e uso de contas de terceiros.

Segundo informações apuradas pela comuna Na Mira, uma denúncia anônima levou os investigadores até o contador. A informação recebida pela polícia apontava que um homem faria o saque de “R$ 1 milhão do crime” em uma agência bancária da capital federal. Ao ser abordado pelos policiais civis, Cleônides negou que a expressiva quantia fosse de sua propriedade. O contador ainda teria mais R$ 1 milhão em sua conta bancária, com saque programado para esta quarta-feira (13/5).

Em depoimento, afirmou que apenas receberia o depósito, realizaria o saque e entregaria o dinheiro a outra pessoa posteriormente. O contador, no entanto, declarou não saber quem teria depositado a fortuna e tampouco quem seria o destinatário final da quantia. Ainda conforme relato prestado à polícia, Cleônides afirmou que receberia R$ 40 mil como comissão pelo serviço de retirada e entrega do dinheiro.

Lavagem de dinheiro

A ação foi deflagrada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, à Propriedade Imaterial e a Fraudes (DCV/CORF), da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, o contador seria peça de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar, ocultar e sacar grandes quantias de origem ilícita. A suspeita é de que o investigado tenha cedido a própria conta bancária para receber os valores e facilitar as movimentações financeiras.

A polícia informou ainda que participantes do esquema recebiam cerca de 4% do valor movimentado como pagamento pelo serviço prestado. Em depoimento, o contador alegou desconhecer a origem dos recursos, mas admitiu participação no saque milionário.

Defesa

A defesa do contador, representado pelo advogado Gustavo Alves Freire de Carvalho, informou que irá cooperar com as investigações e buscar comprovar a origem dos valores movimentados. Enquanto isso, a Polícia Civil segue tentando identificar quem seria o verdadeiro proprietário da fortuna apreendida e se há outras pessoas envolvidas no esquema investigado pela Operação Shadow Shark.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?