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Mirelle Pinheiro

Faixa atribuída ao PCC faz ameaça na Bolívia: “É a DEA ou nós"

Mensagem foi colocada em uma passarela de pedestres nesse domingo (31/5), em Sacaba, na região de Cochabamba

01/06/2026 14:47, atualizado 01/06/2026 15:09
Arte/Metrópoles
Faixa atribuída ao PCC faz ameaça na Bolívia: “É a DEA ou nós”

Uma faixa ameaçadora atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC) foi pendurada nesse domingo (31/5) em uma passarela de pedestres localizada no terminal rodoviário do município de Sacaba, na região de Cochabamba, na Bolívia. A mensagem era direcionada ao ex-presidente boliviano Evo Morales.

No objeto, era possível ler a frase: “Evo, é a DEA ou nós? Cumpra sua promessa. PCC”.

A faixa permaneceu visível durante toda a manhã para pedestres e motoristas que trafegavam pela Avenida Villazón.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal boliviano El Deber, a facção tem atuação internacional ligada ao tráfico de cocaína e mantém presença na Bolívia, principalmente nos departamentos de Santa Cruz, Beni e Pando – onde controla rotas utilizadas para o tráfico.

Além do narcotráfico, o grupo é apontado como envolvido em outros crimes, como contrabando de armas, lavagem de dinheiro, roubos e sequestros. Na região de Chapare, em Cochabamba, também há registros de acertos de contas relacionados ao tráfico de drogas envolvendo integrantes da organização.

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A faixa aparece poucos dias após a decisão do governo dos Estados Unidos, divulgada no dia 28 de maio. O Departamento de Estado norte-americano anunciou que, a partir do dia 5 de junho, o PCC e o Comando Vermelho (CV) serão incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

Ao justificar a decisão, Trump classificou as duas facções como as maiores organizações criminosas do Brasil e afirmou que elas são responsáveis por “orquestrar ataques brutais contra policiais, autoridades e civis”.

A medida faz parte da estratégia do governo norte-americano de endurecer o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.

Até o momento, o presidente não se pronunciou sobre o caso.