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Mirelle Pinheiro

Comandante manda PF retirar prefeito de voo após barraco em avião

De acordo com a Latam, o passageiro foi retirado da aeronave após apresentar “comportamento indisciplinado”

01/06/2026 13:26, atualizado 05/06/2026 14:59
Reprodução
Comandante manda PF retirar prefeito após barraco em avião

O prefeito de Carmolândia (TO), Douglas Oliveira (União Brasil), se envolveu em uma confusão durante o embarque de um voo da Latam no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na noite desse domingo (31/5). Segundo registro da Polícia Federal (PF), o gestor teria impedido o fechamento da porta da aeronave ao colocar o pé na entrada do avião enquanto aguardava o envio de um atestado médico.

O caso terminou com o desembarque do prefeito e provocou um atraso de quase cinco horas no voo LA3394, que seguiria para Palmas (TO).

De acordo com a Latam, o passageiro foi retirado da aeronave após apresentar “comportamento indisciplinado”. A companhia informou que precisou acionar a Polícia Federal antes da decolagem para realizar o desembarque.

Conforme o termo registrado pela PF, Douglas teria tentado impedir o fechamento das portas do avião enquanto aguardava um documento médico exigido pela companhia aérea. Diante da situação, o comandante determinou sua retirada da aeronave.

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O voo tinha partida prevista para as 23h35 de domingo, mas só decolou por volta das 4h30 desta segunda-feira (1º/6), após a substituição da tripulação.

“A Latam Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal antes da decolagem do voo LA3394 (Guarulhos/SP-Palmas/TO) do último domingo (31/05) para realizar o desembarque de um passageiro após comportamento indisciplinado”, informou a empresa.

A companhia afirmou que o voo seguiu normalmente após o incidente e pousou em segurança no destino final.

Em nota à coluna, a defesa do prefeito informou que informou aos funcionários da companhia sobre ter sido submetido recentemente a um procedimento cirúrgico. “Após tomar conhecimento dessa circunstância, a própria companhia aérea comunicou que seria mais adequado acomodá-lo no voo das 23h00, que ofereceria condições mais
compatíveis com seu estado de saúde e maior conforto durante a viagem. A alteração foi prontamente aceita pelo passageiro.”

Além disso, os advogados também afirmaram que Douglas não foi informado sobre ter que apresentar um atestado médico à companhia. “Somente durante os procedimentos relacionados ao embarque do voo das 23h00 foi informado da exigência desse documento. Diante da solicitação, agiu de forma imediata, entrando em contato com seu médico e providenciando o atestado requerido, que foi encaminhado e apresentado à companhia aérea ainda naquela mesma noite. O documento foi entregue enquanto o passageiro já se encontrava regularmente embarcado na aeronave.”

“Esclarece-se, de forma inequívoca, que não houve qualquer tentativa de embarque sem passagem aérea válida, tampouco a prática de violência, ameaça ou conduta agressiva contra funcionários da companhia aérea ou agentes públicos. Durante todo o episódio, o Sr. Douglas manteve postura colaborativa e transparente, prestando todos os esclarecimentos solicitados, inclusive aosagentes da Polícia Federal”, completou.