Comandante manda PF retirar prefeito de voo após barraco em avião
De acordo com a Latam, o passageiro foi retirado da aeronave após apresentar “comportamento indisciplinado”

O prefeito de Carmolândia (TO), Douglas Oliveira (União Brasil), se envolveu em uma confusão durante o embarque de um voo da Latam no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na noite desse domingo (31/5). Segundo registro da Polícia Federal (PF), o gestor teria impedido o fechamento da porta da aeronave ao colocar o pé na entrada do avião enquanto aguardava o envio de um atestado médico.
O caso terminou com o desembarque do prefeito e provocou um atraso de quase cinco horas no voo LA3394, que seguiria para Palmas (TO).
De acordo com a Latam, o passageiro foi retirado da aeronave após apresentar “comportamento indisciplinado”. A companhia informou que precisou acionar a Polícia Federal antes da decolagem para realizar o desembarque.
Conforme o termo registrado pela PF, Douglas teria tentado impedir o fechamento das portas do avião enquanto aguardava um documento médico exigido pela companhia aérea. Diante da situação, o comandante determinou sua retirada da aeronave.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO voo tinha partida prevista para as 23h35 de domingo, mas só decolou por volta das 4h30 desta segunda-feira (1º/6), após a substituição da tripulação.
“A Latam Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal antes da decolagem do voo LA3394 (Guarulhos/SP-Palmas/TO) do último domingo (31/05) para realizar o desembarque de um passageiro após comportamento indisciplinado”, informou a empresa.
A companhia afirmou que o voo seguiu normalmente após o incidente e pousou em segurança no destino final.
Em nota à coluna, a defesa do prefeito informou que informou aos funcionários da companhia sobre ter sido submetido recentemente a um procedimento cirúrgico. “Após tomar conhecimento dessa circunstância, a própria companhia aérea comunicou que seria mais adequado acomodá-lo no voo das 23h00, que ofereceria condições mais
compatíveis com seu estado de saúde e maior conforto durante a viagem. A alteração foi prontamente aceita pelo passageiro.”
Além disso, os advogados também afirmaram que Douglas não foi informado sobre ter que apresentar um atestado médico à companhia. “Somente durante os procedimentos relacionados ao embarque do voo das 23h00 foi informado da exigência desse documento. Diante da solicitação, agiu de forma imediata, entrando em contato com seu médico e providenciando o atestado requerido, que foi encaminhado e apresentado à companhia aérea ainda naquela mesma noite. O documento foi entregue enquanto o passageiro já se encontrava regularmente embarcado na aeronave.”
“Esclarece-se, de forma inequívoca, que não houve qualquer tentativa de embarque sem passagem aérea válida, tampouco a prática de violência, ameaça ou conduta agressiva contra funcionários da companhia aérea ou agentes públicos. Durante todo o episódio, o Sr. Douglas manteve postura colaborativa e transparente, prestando todos os esclarecimentos solicitados, inclusive aosagentes da Polícia Federal”, completou.





