
Igor GadelhaColunas

O temor de Castro em ser “barrado” no camarote de Vorcaro
Relatório da Polícia Federal indica que o ex-governador Cláudio Castro (PL) e banqueiro Daniel Vorcaro mantinham uma relação de amizade
atualizado
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As trocas de mensagens entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro revelam um temor do político de ser barrado no camarote do dono do Banco Master na Marque de Sapucaí, no Carnaval.
Em 3 março de 2025, Castro enviou uma mensagem a Vorcaro informando que passaria no camarote do Master. Na conversa, o ex-governador pede a indicação de uma pessoa para autorizar sua entrada na área VIP e evitar ser barrado.
“Boa tarde, irmão. Vou passar lá no camarote pra te dar um abraço hj. Tem alguém que meu pessoal possa falar pra não ficar naquela de ‘semi barrado’, esperando autorização?”, escreveu Castro.“Fala, meu irmão. Claro. Me fala a hora que peço alguém te pegar lá e trazer”, respondeu Vorcaro.
As conversas constam no relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF. O documento detalha investigação sobre supostas fraudes envolvendo o banco, o RioPrevidência e integrantes do governo Castro.
Castro na mira da PF
Castro foi alvo de duas operações da PF em menos de 15 dias. A primeira ação aconteceu em 15 de maio, no âmbito do Caso Refit. Já a segunda foi deflagrada na última terça-feira (25/5), na investigação que apura o escândalo do Master.
A PF aponta que os investimentos do RioPrevidência, fundo de previdência dos servidores do estado, no Banco Master não partiam de decisões técnicas, mas sim do “alinhamento político” e da “relação pessoal” entre Castro e Vorcaro.
De acordo com a Polícia Federal, o RioPrevidência realizou aportes que somam mais de R$ 3,6 bilhões no Master. Nesse montante, constam recursos aplicados em fundos e letras financeiras emitidas pela instituição de Vorcaro.





