
Igor GadelhaColunas

A aposta de governistas para Alcolumbre votar PEC 6×1 antes da eleição
PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados e terá de ser analisada pelo Senado antes de ser promulgada
atualizado
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Lideranças governistas apostam que alguns fatores levarão o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento à PEC 6×1, aprovada no plenário da Câmara na quarta-feira (27).
Inicialmente, havia um temor no Palácio do Planalto de que Alcolumbre pudesse emperrar a tramitação da PEC após o mal-estar gerado pela rejeição do ministro da AGU, Jorge Messias, para uma vaga no STF.
Para lideranças do PT, contudo, a redução da escala e da jornada de trabalho prevista na PEC se tornou uma pauta maior que o governo e que o possível incômodo de Alcolumbre, após a pressão das ruas.
Na leitura de dois parlamentares do Centrão ouvidos pela coluna, sob reserva, o Senado é “populista” e Alcolumbre não terá como resistir a uma proposta popular dessas em pleno ano eleitoral.
Nas eleições de 2026, dois terços do Senado serão renovados. Isso significa que 54 das 81 cadeiras da Casa estarão em disputa. A previsão é de que mais da metade dos atuais senadores disputem a reeleição.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou à coluna que vai procurar o presidente do Senado para conversar sobre a proposta, após a matéria ser aprovada na Câmara.
Integrantes da articulação política do Planalto afirmam que o governo trabalhará para que o Senado mantenha o texto acordado entre Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Fim da escala 6×1
A proposta aprovada na Câmara reduz a escala de trabalho de 6×1 para 5×2 a partir de 60 dias depois da promulgação da PEC. Antes de ser promulgado, porém, o texto precisa ser aprovado pelos senadores.
Já a diminuição da jornada será feita de forma escalonada. Nos primeiros 60 dias, a jornada será reduzida para 42h por semana. O restante será reduzido em um ano, até que a jornada semanal seja de 40h.





