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Você sabe identificar marcas realmente livres de crueldade animal?

Para comprar cosméticos, muitas pessoas optam por marcas livres de crueldade animal. Entenda o que significa cada selo e como identificá-los

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Mulhe olhando cosméticos livres de crueldade animal
1 de 1 Mulhe olhando cosméticos livres de crueldade animal - Foto: Freepik

A hora de escolher produtos cosméticos é acompanhada, para muitas pessoas, por uma série de critérios. Componentes, custo benefício e marcas são algum deles. No entanto, para alguns, tem um fator que vem antes de todos esses: se o produto é cruelty free — ou seja, livre de crueldade animal em seu processo de fabricação.

Nas prateleiras de mercados, farmácias e lojas de cosméticos, é possível encontrar diversas embalagens que carregam o Selo Cruelty Free. Mesmo assim, ainda pode surgir a dúvida: como realmente identificar produtos e marcas que não exploram o meio ambiente e os animais?

Para ajudar quem quer fazer escolhas mais conscientes, o Metrópoles preparou algumas orientações acerca do tema.

Confira!

Afinal, o que é esse selo?

De forma resumida, o Selo Cruelty Free é uma certificação de que algum produto ou marca não faz testes em animais ao longo de todo seu processo de fabricação. Na indústria de cosméticos, por muito tempo, essa foi uma prática comum para testar a eficácia e segurança dos ativos.

Coelho
Historicamente, o coelho foi um dos animais mais utilizados

A partir de 1980, com o desenvolvimento da ciência, esse tipo de teste laboratorial em animais deixou de ser necessário, já que surgiram novos métodos tão seguros quanto. Por conta disso, as pessoas passaram a ter mais conhecimento sobre o assunto e a buscar opções conscientes, livres de crueldade.

Com todo esse movimento, organizações de proteção animal, como a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), também começaram a pressionar as empresas de cosméticos. Assim, algumas companhias decidiram reformular seus métodos e garantir certificações que indicassem o compromisso com a causa.

Foi então que surgiram os primeiros selos, até chegar no que conhecemos hoje. Ao passar do tempo, com a mobilização de empresas, organizações e da sociedade, várias outras marcas passaram a aderir a prática ética.

Principais selos e como identificar

Para saber se um cosmético é livre de crueldade animal, basta procurar pelo selo na própria embalagem. Outra opção, mais associada as marcas de forma geral, é pesquisar no próprio site da empresa ou entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor.

Mulher olhando produtos de diferentes marcas em farmácia
O selo garante que não houve crueldade animal

Em um mesmo rótulo, é possível haver diferentes certificações. Nos três casos, a exigência é que as marcas não realizem, encomendem ou paguem por testes em animais em nenhuma fase de produção. Porém, há alguns detalhes a mais.

  • Leaping Bunny e Cruelty Free International: exigem que as companhias auditem fornecedores e terceirizados para assegurar que não façam testes. Outro requisito é a implementação de um sistema de controle de qualidade para que nem mesmo os ingredientes sejam testados em animais.
  • PETA Certified: exige que não haja uso de ingredientes de origem animal.

Como os produtos são testados

Para comprovar que não houve uso de animais durante o processo de fabricação, as marcas precisam fornecer algumas documentações, como relatórios de produção e declaração de fornecedores. Pensando nisso, pode surgir um questionamento: nesse caso, como é garantida a qualidade de um cosmético?

Mulher fazendo teste em laboratorio
Hoje, existem novos meios para realizar testes

Para assegurar a eficácia, as empresas utilizam alguns métodos alternativos. Confira:

  • Testes in vitro: culturas de células são usadas para avaliar a segurança e qualidade das fórmulas.
  • Modelos computadorizados: programas que simulam a estrutura da pele humana.
  • Estudos em voluntários: pessoas se voluntariam para utilizar o produto.
  • Uso de ingredientes conhecidos: escolha de ativos que já possuem estudo amplo e comprovação de qualidade.

Além de uma escolha pessoal

Segundo o que as organizações pela causa animal propagam, comprar produtos e marcas livres de crueldade não é apenas uma escolha pessoal. Quanto mais pessoas aderirem opções éticas, mais empresas buscam adotar métodos que não exploram animais.

No Brasil, os testes — de produtos de beleza e cuidados pessoais — foram proibidos em julho de 2025 (Lei nº 15.183/2025). A exigência é de que as corporações usem e que as autoridades promovam métodos sem animais. Produtos que usaram esses testes antes da lei podem ser vendidos, mas sem exibir os selos.

Além da proteção dos bichinhos, essa movimentação também impulsiona o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, já que as companhias estão sempre em busca de inovações para acompanhar o mercado.

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