Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
É o bicho!

Ave rara, considerada extinta há mais de um século, é redescoberta

O governo da Nova Zelândia classifica a ave pré-histórica como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país

28/01/2026 02:00
Timo Volz/Unsplash
takahē

Takahē, ou Tacaé da Ilha Sul (Porphyrio hochstetteri), reapareceu na Nova Zelândia e se tornou símbolo global de conservação. A ave pré histórica chegou a ser considerada extinta há cerca de 125 anos, porém, voltou a ocupar áreas importantes após os cuidados do Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC).

A takahē tem características únicas: é incapaz de voar, tem cores que chamam atenção, com plumagem que mistura azul escuro, turquesa iridescente e verde oliva, pernas e bico vermelho e costuma apresentar hábitos noturnos. Além disso, pode pesar de 2,3 a 3,8 kgs.

Ave rara, considerada extinta há mais de um século, é redescoberta - destaque galeria
6 imagens
Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos
Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats
O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg
Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção
Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia
O takahē é considerado a maior ave dentre todas as espécies vivas dos ralídeos
1 de 6

O takahē é considerado a maior ave dentre todas as espécies vivas dos ralídeos

Reprodução/YouTube
Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos
2 de 6

Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos

Reprodução/YouTube
Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats
3 de 6

Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats

Reprodução/YouTube
O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg
4 de 6

O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg

Reprodução/YouTube
Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção
5 de 6

Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção

Reprodução/YouTube
Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia
6 de 6

Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia

Reprodução/YouTube

A espécie só foi redescoberta em 1948, nas montanhas de Murchison, dando início a um dos programas de conservação mais longos do país.

Desde a aparição, o Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC), em parceria com comunidades indígenas e ambientalistas, realizou ações como reprodução em cativeiro, translocações para ilhas livres de predadores e solturas em ambientes protegidos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Retorno ao habitat natural

Em agosto de 2023, 18 takahēs foram libertados no Vale de Greenstone, no alto Whakatipu (Terra Ngāi Tahu), marcando a volta da espécie ao seu habitat histórico. Em fevereiro de 2025, o DOC soltou mais de 50 aves no Vale de Rees, e outras 18 foram libertadas em agosto no Vale de Greenstone.

De acordo com o órgão ambiental, as aves se reproduziram e ampliaram sua população. Estima-se que o crescimento populacional anual gira em torno de 8%.

“Cerca de metade de todos os takahēs vivem agora em grandes locais selvagens, na terra natal dos takahē″, afirmou a Deidre Vercoe, diretora de operações do DOC Takahē Recovery.

Atualmente, o governo da Nova Zelândia classifica a espécie como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país. A espécie é a maior representante viva das rails (ralídeos), família de aves terrestres que inclui as saracuras, galinhas-d’água e carquejas.

A takahē é considerada um “taonga” — um tesouro cultural e espiritual para o povo Ngāi Tahu, tribo maori da Ilha Sul.

Ave rara, considerada extinta há mais de um século, é redescoberta