É o bicho!

Ave rara, considerada extinta há mais de um século, é redescoberta

O governo da Nova Zelândia classifica a ave pré-histórica como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país

atualizado

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Timo Volz/Unsplash
takahē
1 de 1 takahē - Foto: Timo Volz/Unsplash

Takahē, ou Tacaé da Ilha Sul (Porphyrio hochstetteri), reapareceu na Nova Zelândia e se tornou símbolo global de conservação. A ave pré histórica chegou a ser considerada extinta há cerca de 125 anos, porém, voltou a ocupar áreas importantes após os cuidados do Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC).

A takahē tem características únicas: é incapaz de voar, tem cores que chamam atenção, com plumagem que mistura azul escuro, turquesa iridescente e verde oliva, pernas e bico vermelho e costuma apresentar hábitos noturnos. Além disso, pode pesar de 2,3 a 3,8 kgs.

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Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos
Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats
O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg
Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção
Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia
O takahē é considerado a maior ave dentre todas as espécies vivas dos ralídeos
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O takahē é considerado a maior ave dentre todas as espécies vivas dos ralídeos

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Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos
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Nova Zelândia investe, por décadas, para tirar a ave takahē da lista de animais extintos

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Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats
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Durante muitos séculos, os takahē, assim como diversas outras aves na Nova Zelândia, não tiveram predadores terrestres em seus habitats

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O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg
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O takahē mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg

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Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção
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Projeto na Nova Zelândia salva takahē da extinção

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Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia
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Projeto conseguiu ajudar a reprodução da ave takahē na Nova Zelândia

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A espécie só foi redescoberta em 1948, nas montanhas de Murchison, dando início a um dos programas de conservação mais longos do país.

Desde a aparição, o Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC), em parceria com comunidades indígenas e ambientalistas, realizou ações como reprodução em cativeiro, translocações para ilhas livres de predadores e solturas em ambientes protegidos.

Retorno ao habitat natural

Em agosto de 2023, 18 takahēs foram libertados no Vale de Greenstone, no alto Whakatipu (Terra Ngāi Tahu), marcando a volta da espécie ao seu habitat histórico. Em fevereiro de 2025, o DOC soltou mais de 50 aves no Vale de Rees, e outras 18 foram libertadas em agosto no Vale de Greenstone.

De acordo com o órgão ambiental, as aves se reproduziram e ampliaram sua população. Estima-se que o crescimento populacional anual gira em torno de 8%.

“Cerca de metade de todos os takahēs vivem agora em grandes locais selvagens, na terra natal dos takahē″, afirmou a Deidre Vercoe, diretora de operações do DOC Takahē Recovery.

Atualmente, o governo da Nova Zelândia classifica a espécie como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país. A espécie é a maior representante viva das rails (ralídeos), família de aves terrestres que inclui as saracuras, galinhas-d’água e carquejas.

A takahē é considerada um “taonga” — um tesouro cultural e espiritual para o povo Ngāi Tahu, tribo maori da Ilha Sul.

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