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Ave rara, considerada extinta há mais de um século, é redescoberta
O governo da Nova Zelândia classifica a ave pré-histórica como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país
atualizado
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Takahē, ou Tacaé da Ilha Sul (Porphyrio hochstetteri), reapareceu na Nova Zelândia e se tornou símbolo global de conservação. A ave pré histórica chegou a ser considerada extinta há cerca de 125 anos, porém, voltou a ocupar áreas importantes após os cuidados do Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC).
A takahē tem características únicas: é incapaz de voar, tem cores que chamam atenção, com plumagem que mistura azul escuro, turquesa iridescente e verde oliva, pernas e bico vermelho e costuma apresentar hábitos noturnos. Além disso, pode pesar de 2,3 a 3,8 kgs.
A espécie só foi redescoberta em 1948, nas montanhas de Murchison, dando início a um dos programas de conservação mais longos do país.
Desde a aparição, o Departamento de Conservação da Nova Zelândia (DOC), em parceria com comunidades indígenas e ambientalistas, realizou ações como reprodução em cativeiro, translocações para ilhas livres de predadores e solturas em ambientes protegidos.
Retorno ao habitat natural
Em agosto de 2023, 18 takahēs foram libertados no Vale de Greenstone, no alto Whakatipu (Terra Ngāi Tahu), marcando a volta da espécie ao seu habitat histórico. Em fevereiro de 2025, o DOC soltou mais de 50 aves no Vale de Rees, e outras 18 foram libertadas em agosto no Vale de Greenstone.
De acordo com o órgão ambiental, as aves se reproduziram e ampliaram sua população. Estima-se que o crescimento populacional anual gira em torno de 8%.
“Cerca de metade de todos os takahēs vivem agora em grandes locais selvagens, na terra natal dos takahē″, afirmou a Deidre Vercoe, diretora de operações do DOC Takahē Recovery.
Atualmente, o governo da Nova Zelândia classifica a espécie como ameaçada, com cerca de 500 indivíduos no país. A espécie é a maior representante viva das rails (ralídeos), família de aves terrestres que inclui as saracuras, galinhas-d’água e carquejas.
A takahē é considerada um “taonga” — um tesouro cultural e espiritual para o povo Ngāi Tahu, tribo maori da Ilha Sul.












