Câmara aprova fim de testes de cosméticos em animais
Proposta foi aprovada de maneira simbólica, com apoio do governo e Centrão, e vai à sanção do presidfente Luiz Inácio Lula da Silva

A Câmara aprovou, na noite desta quarta-feira (9/7), a proibição do uso de animais para testes de cosméticos, como itens de higiene pessoal, perfumes, maquiagens e afins. A lei é válida para vertebrados vivos e será enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sanção.
A proposta foi apresentada pelo ex-deputado Ricardo Izar (Republicanos-SP) ainda em 2013 e chegou a ser aprovada pela Casa em 2014, mas só foi analisada no Senado em 2022, com alterações. Dessa forma, o texto voltou à Câmara, onde travou.
Em maio de 2024, o deputado Marangoni (União-SP) pediu redistribuição de relatoria para dar andamento à proposta, e, já em 2025, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), designou Ruy Carneiro (Podemos-PB) como relator.

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Ver todasO projeto aprovado revê a lei que regulamenta os procedimentos para o uso científico de animais, de 2008. Agora, fica “vedada a utilização de animais de qualquer espécie em atividades de ensino, pesquisa e testes laboratoriais que visem à produção e ao desenvolvimento de produtos cosméticos e de higiene pessoal e perfumes quando os ingredientes tenham efeitos conhecidos e sabidamente seguros ao uso humano ou quando se tratar de produto cosmético acabado nos termos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA proposta aprovada também determina que, no caso “de ingredientes com efeitos desconhecidos”, a vedação de utilização de animais será de até cinco anos. O prazo será contado a partir do reconhecimento de técnica alternativa, capaz de comprovar a segurança para o uso humano.
Para o relator, a manutenção da experimentação animal seria um retrocesso de acordo com a bioética. “Métodos substitutivos ao uso de animais – como modelos computacionais, bioimpressão 3D de tecidos, organoides e culturas celulares – vêm se consolidando como ferramentas confiáveis, éticas e muitas vezes mais eficazes”, disse Ruy Carneiro.



