Comissão da Câmara aprova “moção de louvor” a Trump

Aprovação se deu antes de publicação de embaixada dos EUA. Colegiado é coordenado por deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-PR)

atualizado

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A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, comandada pelo deputado bolsonarista Filipe Barros (PL-PR), aprovou nesta quarta-feira (9/7) uma “moção de louvor” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela foi aprovada antes de a embaixada norte-americana fazer uma manifestação reforçando Trump na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A “moção de louvor” foi aprovada por deputados da comissão dias depois de o presidente dos Estados Unidos dizer, na segunda-feira (7/7), em sua rede Truth Social, que Bolsonaro sofre “uma caça às bruxas” e o “julgamento” deveria ocorrer apenas nas urnas.

“O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil – chama-se eleição. Deixe Bolsonaro em paz”, escreveu o republicano.

De autoria do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o requerimento foi apreciado na semana em que Brasil e Estados Unidos vivem uma tensão diplomática depois que Trump saiu em defesa de Bolsonaro.

Depois de Trump defender o ex-presidente e a embaixada dos EUA reforçar a posição do líder norte-americano, o Itamaraty convocou o representante da embaixada a prestar esclarecimentos.

Na justificativa do pedido, Sóstenes disse que Trump “merece” uma de “moção de louvor” pelo “brilhante trabalho desenvolvido como presidente da maior nação e pela incansável luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão em todo o planeta”.

“O 45º presidente dos Estados Unidos da América deve ser enaltecido e lembrado como um melhores presidentes do mundo e exemplo a ser seguido para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa”, alegou Sóstenes em outro trecho.

Lula rebate Trump

Em resposta a Trump, na segunda-feira (7/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou que o Brasil é um “país soberano” e que “não aceita interferência” de líderes externos. A declaração do petista, por meio de nota, aconteceu durante a cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, indicou o chefe do Palácio do Planalto.

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