Em defesa de Bolsonaro, Trump diz que julgamento deve ser na eleição
O julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal pode ocorrer entre agosto e setembro, período estimado para o fim do prazo das alegações finais
atualizado
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Ao sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (7/7), em relação ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que o coloca como acusado de participação em uma suposta trama golpista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, em sua rede Truth Social, que um “julgamento” do ex-presidente deve ser feito na eleição.
“O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil — chama-se eleição. Deixe Bolsonaro em paz”, alegou Trump na rede social.
O julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal pode ocorrer entre agosto e setembro, período estimado para o fim do prazo das alegações finais das partes envolvidas no processo.
Crimes imputados ao Bolsonaro:
- Organização criminosa armada.
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- Golpe de Estado.
- Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima.
- Deterioração de patrimônio tombado.
Segundo Trump, Bolsonaro está liderando nas pesquisas e “o Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento com o ex-presidente”.
“Estarei assistindo à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto”, alegou Trump.
O presidente norte-americano afirmou que tem acompanhado, assim como o restante do mundo, o tratamento dado a Jair Bolsonaro e disse que ” eles não fizeram nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano. Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”.
Réus por tentativa de golpe
Além de Bolsonaro, outros sete integrantes da alta cúpula do governo dele são réus por suposta tentativa de golpe de Estado. A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) também envolve outros investigados, divididos em mais três núcleos distintos.
Antes da fase de alegações finais, os réus prestaram depoimento à Primeira Turma do STF, negando participação em qualquer articulação golpista e rebatendo as acusações feitas pela PGR.
O ministro Alexandre de Moraes concedeu 15 dias para que as defesas dos oito réus – entre eles Bolsonaro – se manifestem.
