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Peixe barato ajuda no controle da pressão alta e protege o coração
O nutricionista Matheus Maestralle destaca como o peixe popular e muitas vezes “esquecido” pode auxiliar no controle da pressão arterial
atualizado
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De acordo com dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, atinge cerca de 27,9% da população brasileira. Embora não tenha cura, a condição pode ser evitada e controlada por meio de ajustes simples na alimentação e no estilo de vida. Entre as estratégias acessíveis apontadas por especialistas, um peixe popular ganha destaque: a sardinha.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o nutricionista Matheus Maestralle explicou o que torna a sardinha um verdadeiro “tesouro nutricional”. Segundo ele, o peixe de pequeno porte reúne nutrientes importantes para a prevenção de doenças e para a proteção cardiovascular, como ômega 3, proteínas de alto valor biológico, vitamina D, vitamina B12, selênio, cálcio e coenzima Q10.
“Esses compostos ajudam no controle da inflamação, da pressão arterial e do colesterol, além de contribuírem para a saúde muscular, óssea e imunológica”, diz.
Como consumir o peixe para proteger o coração
Matheus Maestralle recomenda o consumo de sardinha de duas a três vezes por semana. “Essa constância já pode trazer benefícios relevantes para a saúde cardiovascular e cerebral, especialmente quando o alimento está inserido dentro de uma alimentação equilibrada”, ressalta.
Conforme avalia o especialista, a inclusão do peixe pode ser ainda mais interessante para grupos específicos. “Em idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas com hisórico familiar de AVC ou infarto, a sardinha atua de maneira ainda mais vantajosa, justamente pelo potencial anti-inflamatório e cardioprotetor”, pontua.
Cuidados e restrições
Apesar de ser considerado um alimento bastante nutritivo, Matheus chama atenção para alguns cuidados necessários, principalmente em relação às versões industrializadas.
“Pacientes com restrição importante de sódio ou doenças renais precisam ter cautela. Embora a sardinha em lata mantenha boa parte dos benefícios nutricionais da versão fresca, principalmente em relação ao ômega 3 e às proteínas, é preciso atenção à quantidade de sódio”, explica.
Antes de escolher o produto, o nutricionista recomenda dar preferência às versões com menor teor de sal e, se possível, conservadas em água ou azeite.

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