
Claudia MeirelesColunas

Os 3 passos para baixar o colesterol ruim naturalmente, segundo médico
O médico cardiologista Ricardo Cals destaca que mudanças para baixar o colesterol ruim devem ser acompanhadas por um especialista
atualizado
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Em alguns casos, baixar o colesterol ruim (LDL) vai muito além do uso de medicamentos. Embora remédios sejam necessários, mudanças no estilo de vida podem ajudar a equilibrar os níveis de colesterol de forma natural. Segundo Ricardo Cals, cardiologista do Hospital Santa Lúcia Norte, alimentação adequada, prática regular de exercícios físicos e equilíbrio entre sono e estresse formam os três principais pilares para reduzir o LDL e proteger a saúde cardiovascular.
Conhecido como “colesterol ruim”, o LDL em excesso favorece o acúmulo de placas de gordura nas artérias, o que aumenta o risco de infarto e AVC. Por isso, antes de pensar em medicação, muitos pacientes podem se beneficiar de uma mudança de estilo de vida, desde que acompanhados por um especialista.
Alimentação é o primeiro passo
De acordo com o cardiologista, a mudança começa no prato.
Alimentos ultraprocessados, ricos em gordura trans e gordura saturada, como bacon, salsicha, sorvetes e bolachas recheadas, devem ser evitados, já que contribuem para o aumento do LDL.

Por outro lado, uma dieta baseada em alimentos naturais pode favorecer o equilíbrio do colesterol bom. Grãos integrais, leguminosas, frutas, verduras e peixes ricos em ômega 3 estão entre os principais aliados. Ricardo Cals destaca ainda o azeite de oliva extravirgem como um importante componente dessa estratégia.
“Temos consagrado na literatura médica o azeite de oliva extravirgem como um poderoso aliado, pois melhora a produção do colesterol bom, que ajuda a retirar o excesso de colesterol ruim da corrente sanguínea e levá-lo ao fígado”, explica.
Exercício físico ajuda baixar o colesterol ruim
A prática regular de atividade física também desempenha papel fundamental. Além de reduzir o colesterol ruim e os triglicerídeos, o exercício contribui para aumentar o HDL, conhecido como colesterol bom.

A recomendação do médico é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada, corrida ou bicicleta, além da musculação.
“Essa combinação otimiza o metabolismo, melhora o controle do colesterol e ajuda a evitar o ganho de peso”, orienta o médico.
Sono e controle do estresse completam a estratégia
O terceiro pilar para baixar o colesterol ruim envolve sono de qualidade e o controle do estresse. Segundo o especialista, noites mal dormidas e altos níveis de estresse podem levar ao desequilíbrio de hormônios metabolismo.
“O estresse aumenta o cortisol, hormônio que pode elevar o colesterol. Já a insônia aumenta a grelina, hormônio da fome, e reduz a leptina, ligada à saciedade, favorecendo uma alimentação pior”, afirma.

Esse desequilíbrio hormonal pode contribuir para ganho de peso e dificultar o controle do colesterol, tornando o cuidado com a saúde mental e o descanso tão importante quanto dieta e exercício.
Quando o remédio é realmente necessário?
Apesar da afetividade dessas mudanças, Ricardo Cals alerta que nem sempre elas são suficientes. A decisão sobre o uso de medicamentos deve ser individualizada, considerando idade, histórico do paciente e possíveis comorbidades.
“Cada paciente tem uma meta de colesterol. Tentamos primeiro a mudança no estilo de vida, mas, se isso não for suficiente ou se o risco cardiovascular for alto, o remédio pode ser necessário”, explica.

O médico reforça que a exposição prolongada a níveis elevados de colesterol aumenta significativamente o risco de infarto, AVC, insuficiência renal, perda de visão e outras complicações graves. Por isso, o acompanhamento médico é essencial para definir a melhor estratégia de prevenção e tratamento.
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