Envelhecer, naturalmente, traz uma série de desafios para o corpo. Entre as limitações, uma que gera preocupação é a perda de massa muscular, conhecida como sarcopenia. Embora as alterações fisiológicas sejam inevitáveis, esse processo pode acarretar sérios riscos para a qualidade de vida. Felizmente, um exercício simples, como a musculação, pode ser a chave para prevenir o problema.
De acordo com Cintia do Couto, doutora em clínica médica com especialização em endocrinologia e terapia hormonal, os exercícios de força, como a musculação, se estabelecem como uma estratégia fundamental para manter a funcionalidade do corpo ao longo dos anos.
Entenda
A sarcopenia é uma condição caracterizada pela perda progressiva e generalizada de massa e força muscular esquelética, frequentemente associada ao envelhecimento.
Segundo a especialista, a perda muscular pode levar a limitações funcionais, aumentando, inclusive, o risco de quedas.
A expert também pontua que o processo natural de perda de músculos começa por volta dos 40 anos, mas de maneira discreta. A partir dos 65 anos, ela destaca que a perda é acelerada, tendo uma redução dos músculos de 1% ao ano.
Os primeiros sinais de alerta quanto à sarcopenia podem ser sentidos quando os indivíduos sentem uma diminuição da força, maior dificuldade para realizar tarefas cotidianas, redução da velocidade ao caminhar e dificuldade para subir escadas ou levantar-se de uma cadeira sem apoio.
Musculação é uma aliada do envelhecimento saudável
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Exercícios com peso ajudam a fortalecer todo o corpo
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Uso de hormônios para se dar bem na musculação foi proibido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)
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Emagrecer e ganhar músculos, tudo ao mesmo tempo, é desafiador
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Os músculos precisam de descanso para crescer
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Mantenha uma boa alimentação e pratique atividades físicas para elevar a qualidade de vida
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Para a especialista em endocrinologia e terapia hormonal, é imprescindível que os indivíduos comecem a buscar, cada vez mais cedo, práticas para diminuir os impactos do envelhecimento sobre o corpo.
“O ideal é começar a cuidar da musculatura ainda na juventude. É claro que nunca é tarde para iniciar a prática de exercícios, sendo ainda mais importante combinar a musculação com uma alimentação equilibrada”, enfatiza Cintia do Couto.
Quando se trata da construção de músculos, apostar apenas em atividades físicas não é o suficiente. A base para manter a musculatura saudável começa com a dieta, especialmente, na inclusão de boas doses de proteína nas refeições.
“Para adultos saudáveis, a recomendação é de 1,0 a 1,2 gramas de proteína por quilo de peso corporal. Isso significa que uma pessoa de 70 kg deve consumir entre 70 e 84 g de proteína por dia”, orienta.
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Alguns hábitos maléficos à saúde são capazes de estimular um processo denominado inflammaging: tipo de inflamação que não dá sinais, mas acelera o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças
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Tabagismo, estresse, privação de sono, sedentarismo, abuso de álcool, exposição solar frequente sem proteção e, principalmente, má alimentação são alguns desses hábitos causadores de inflamação no organismo
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Segundo especialistas, a alimentação do ocidente é rica em alimentos pró-inflamatórios, que podem gerar sérios danos que culminam em doenças metabólicas e no envelhecimento precoce
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Algumas das alternativas para evitar o envelhecimento precoce, portanto, é manter uma dieta saudável. A ingestão de alimentos nutritivos pode favorecer a saúde do corpo e reduzir a inflamação
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Alimentos como mirtilos, chocolate amargo e espinafre são ricos em flavonoide, substância química que fornece benefícios à saúde. Além de saborosos, estes alimentos também são apontados como um dos que ajudam a prevenir rugas, pois têm efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes
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Em contrapartida, carboidratos refinados, alimentos como carne vermelha e processada, ou aqueles ricos em açúcar são pró-inflamatórios e estão relacionados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares
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Introduzir na dieta vitamina E, C e D, ômega-3, cúrcuma, pré e probióticos, resveratrol, astaxantina e demais suplementação anti-inflamatória, com a devida orientação médica, pode ajudar
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Exercícios que fortalecem os ossos e os músculos são essenciais para evitar doenças e demais problemas de saúde. Além de melhorar o equilíbrio, se exercitar ao menos duas vezes por semana é um dos segredos para prolongar a expectativa de vida, controlar o peso e evitar o envelhecimento precoce
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Gerenciar os níveis de estresse também faz toda a diferença. Hormônios liberados em situação de estresse, quando repetidamente desencadeados, contribuem para a inflamação crônica. De acordo com especialistas, a prática de yoga e demais exercícios de relaxamento podem ajudar a acalmar o sistema nervoso
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Abandonar vícios como cigarro e alcoolismo, por exemplo, também ajuda a combater a inflamação e evitar problemas de saúde como o câncer de pulmão
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E por último, mas não menos importante, dormir bem. Ter uma noite de sono tranquila representa metade do caminho para se adquirir uma boa qualidade de vida e evitar o envelhecimento precoce. Enquanto dormimos, o sistema imunológico produz substâncias protetoras que combatem a infecção, enquanto o sono ruim pode ser responsável por desencadear problemas como obesidade e quadros de demência
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O sono tem um papel fundamental para proporcionar um restauro físico e mental. A partir dele, as atividades cerebrais são reorganizadas e todo o funcionamento do corpo preparado para um novo dia
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A fim de garantir a quantidade necessária de proteínas para o organismo, Cintia aconselha incluir carnes magras; peixes; ovos; laticínios; leguminosas, especialmente, feijão e lentilha; e oleaginosas, como nozes e amêndoas.
Em casos de dificuldade para atingir a ingestão ideal via alimentação, a expert sugere a suplementação de nutrientes, como vitamina D, cálcio e ômega 3, como uma forte aliada para a construção dos músculos.
“A suplementação de vitamina D, por exemplo, mostrou preservar a massa muscular, a força e a função física em idosos. A terapia hormonal, como a reposição de testosterona, também pode auxiliar na manutenção da massa muscular em casos de deficiência hormonal. Antes de qualquer intervenção, é necessária uma avaliação individualizada feito por um profissional de saúde”, alerta.