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Endocrinologista cita bebidas com maior potencial de afetar a tireoide
A endocrinologista e metabologista Ana Paula Barreto lista as bebidas com propriedades capazes de prejudicar a função da tireoide
atualizado
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Ao detalhar o que pode comprometer o bom funcionamento da tireoide, a exemplo de suplementos, a coluna Claudia Meireles acionou a endocrinologista e metabologista Ana Paula Barreto para saber, desta vez, quais as bebidas atrapalham a função da glândula. A médica aponta as opções com potencial de afetar o órgão.
De acordo com a especialista do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), as bebidas que interferem na função da tireoide são as alcoólicas, opções com cafeína e as elaboradas com soja. Ela explica como cada uma age no organismo e influencia o papel da glândula, localizada na parte anterior do pescoço.
Ana Paula argumenta que o álcool atrapalha a conversão do hormônio tiroxina (T4) em triiodotironina (T3), que é a substância mais ativa e funcional da glândula. “Também tende a prejudicar a absorção de vitaminas e minerais essenciais ao funcionamento da tireoide“, garante a metabologista.
Conforme a médica, as bebidas como café e chás — a exemplo do preto, verde, de hibisco e erva-mate — têm propriedades capazes de “interferir” na função da tireoide. “Lembre-se: isso ocorre se o consumo for exagerado”, frisa. Ela pontua que a cafeína afeta a absorção de medicações: “Deve-se esperar 1h após o uso de medicamentos para ingerir algo à base do composto químico.”
Quem tem hipertireoidismo pode apresentar sintomas intensificados pela cafeína, como agitação, palpitações, tremores e até dor de cabeça.

Com relação às bebidas elaboradas com soja, a endocrinologista ressalta a respeito do exagero de consumo. “Dificulta a captação de iodo pelas células da glândula. Sabe-se que o mineral é a principal matéria-prima dos hormônios sintetizados pelo órgão”, esclarece Ana Paula Barreto.
A especialista evidencia sobre a alta ingestão dessas bebidas prejudicar o órgão. Se estiver em tratamento para a tireoide, ela aconselha “conversar” com um endocrinologista para saber é necessário ou não ter cuidado com o consumo dessas opções. “Pergunte se o seu atual consumo está adequado para não afetar a saúde”, orienta.

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