
Claudia MeirelesColunas

6 alimentos probióticos que ajudam a regular o intestino naturalmente
Um nutricionista explicou qual a função dos alimentos probióticos para a saúde do intestino e listou algumas opções para incluir na dieta
atualizado
Compartilhar notícia

Os alimentos probióticos têm ganhado destaque quando o assunto é saúde intestinal. Mas você sabe, na prática, o que isso significa, e onde encontrá-los no dia a dia? Para ajudar a esclarecer o tema, o nutricionista Matheus Maestralle explicou a sua função no organismo e listou algumas opções acessíveis nos supermercados.
Segundo o especialista, os probióticos são bactérias benéficas vivas que atuam diretamente no equilíbrio da microbiota intestinal.
“Esses microrganismos competem com bactérias prejudiciais, funcionando como uma espécie de barreira protetora. Além disso, produzem ácidos graxos de cadeia curta, que melhoram o ambiente intestinal, regulam a inflamação e contribuem para a motilidade, especialmente em casos de intestino preso”, explica.

Seis alimentos probióticos que melhoram a saúde do intestino
Apesar do nome “complicado”, os probióticos estão presentes em alimentos bastante conhecidos. “Não é difícil encontrar opções. Entre as principais fontes constam o iogurte natural com culturas vivas, kefir, kombucha, chucrute, kimchi e missô”, destaca Matheus Maestralle.
No entanto, ele faz um alerta importante: nem todos os produtos disponíveis no mercado oferecem os mesmos benefícios.
“É fundamental verificar se esses alimentos não passaram por processos que eliminem as bactérias. Nem todo iogurte ou produto industrializado contém uma quantidade significativa de microrganismos viáveis”, ressalta.
Como consumir para obter benefícios reais
Na hora de incluir esses alimentos na rotina, uma dúvida comum está ligada à quantidade ideal. De acordo com o nutricionista, não existe um valor único estabelecido — o mais importante é a regularidade.
“O consumo frequente, mesmo em pequenas porções, já pode trazer benefícios, desde que respeitada a tolerância individual”, afirma.
Na prática, ele sugere uma porção diária de iogurte ou kefir. Já alimentos fermentados, como chucrute e kimchi, podem ser consumidos entre uma e duas colheres de sopa por dia. No caso da kombucha, a recomendação gira em torno de 100 a 200 ml diários.

Intestino preso X intestino solto
Outro ponto importante é que os probióticos não atuam apenas em um tipo de alteração. Eles ajudam a regular o funcionamento do intestino como um todo.
“No intestino preso, melhoram a motilidade e a frequência evacuatória. Já em quadros de diarreia, contribuem para estabilizar a microbiota e reduzir a inflamação. Ou seja, o objetivo não é apenas ‘soltar’ ou ‘prender’, mas equilibrar o funcionamento intestinal”, explica.
Apesar dos benefícios, o especialista ressalta que a resposta pode variar de pessoa para pessoa. “A microbiota é individual. Em alguns casos, como na síndrome do intestino irritável, pode haver desconforto inicial. Por isso, o acompanhamento profissional é importante”, alerta.
Além disso, ele destaca que os probióticos não atuam isoladamente. “Sem uma alimentação equilibrada, especialmente rica em fibras, o efeito tende a ser limitado”, conclui.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.










