
Claudia MeirelesColunas

Gastroenterologista lista formas mais comuns de infecção da H. pylori
Mestra pela Unicamp, a gastroenterologista Maria Júlia Colossi frisa sobre a contaminação pela H. pylori, bactéria que coloniza o intestino
atualizado
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De acordo com a Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a infecção pela bactéria Helicobacter pylori — mais conhecida como H. pylori — afeta metade da população mundial. A alta prevalência de contágio “continua sendo um grave problema de saúde pública”. A contaminação pode desencadear uma série de doenças gástricas, como inflamação, úlceras gastroduodenais e até câncer.
Mestra pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a gastroenterologista Maria Júlia Colossi destaca que o contágio pela H. pylori tem sido estudado nos últimos 20 anos “com afinco”. Membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a médica acrescenta sobre a epidemiologia causada pela bactéria ainda ser de difícil estimativa com precisão.
Segundo a especialista em endoscopia digestiva, a infecção pode acontecer de algumas formas mais comuns. Abaixo, ela cita:
- Por meio da saliva, no modo oral-oral;
- Através de fluidos gástricos, na forma gastro-oral;
- Em contato com resíduos fecais (fecal-oral), que são os veículos da bactéria.

A médica, que atende em Salvador (BA), argumenta que a infecção crônica por H. pylori, em alguns indivíduos, decorre de não conseguir combater e eliminar o micro-organismo espontaneamente, em especial quando altas cargas são transmitidas.
Membro da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Maria Júlia aponta a respeito da forma mais comum de contaminação pela bactéria: “Por esse motivo, transmissão entre pessoas de uma mesma família (exposição continuada em alta carga) ou de uma comunidade que conviva de forma muito próxima é a principal forma de contágio.”

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