PGR tem até hoje para dar parecer sobre incluir Flávio e Bolsonaro em inquérito

PRG foi acionada a se manifestar pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em caso que também envolve o ex-deputado Eduardo Bolsonaro

atualizado

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Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista PGR - Metrópoles
1 de 1 Primeira Turma 1 do Supremo Tribunal Federal STF comecou a interrogar os reus do nucleo 1 por participacao na suposta trama golpista PGR - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Termina nesta terça-feira (2/6) o prazo para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) devem ser investigados no mesmo inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades nos Estados Unidos (EUA).

Na última segunda-feira (25/5), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o procurador-geral Paulo Gonet se manifestasse sobre a questão em até cinco dias úteis. O Ministério Público foi intimado sobre a decisão de Moraes na terça-feira (26/5).

A manifestação atende a pedido para ampliar os alvos da investigação, feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) na segunda-feira (18/5), para que Flávio e Bolsonaro sejam incluídos no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de obstrução de Justiça


Veja pedidos de Lindbergh

  1. Ampliação dos investigados: inclusão de Flávio Bolsonaro e de Jair Bolsonaro no inquérito, com foco nas conexões envolvendo o financiamento do filme Dark Horse;
  2. Medidas contra Flávio: pedido de imposição de cautelares, como a apreensão do passaporte, proibição de deixar o país e o bloqueio de seus bens e valores;
  3. Rastreamento financeiro nacional: requisição de dados ao COAF, Banco Central (BC), CVM e Receita Federal para identificar fluxos de dinheiro suspeitos envolvendo os investigados, produtoras e o Banco Master;
  4. Cooperação com os EUA: pedido de assistência jurídica internacional para buscar registros financeiros, fiscais e de lobby nos Estados Unidos ligados ao filme e à atuação de Eduardo Bolsonaro;
  5. Investigação de novos crimes: apuração de supostos delitos adicionais, incluindo lavagem de dinheiro, financiamento eleitoral irregular, caixa paralelo, organização criminosa e atentado à soberania nacional

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
Pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL)
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro
O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse
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O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse
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O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse

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Filme

Em sua notificação à PGR, Moraes citou o pedido feito pelo deputado petista, que fala da possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, que trata da cinebiografia do ex-presidente, com os valores negociados por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Para o magistrado, conforme a petição feita por Lindbergh Farias, o dinheiro poderia ter sido usado para a “atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, a campanha de sanções contra autoridades brasileiras, as restrições de vistos, as tarifas contra setores produtivos nacionais e a tentativa de coação no curso do processo para obter a anistia de Jair Messias Bolsonaro e demais condenados nos processos da trama golpista”.

Conspiração nos EUA

Na última semana, Gonet pediu a condenação de Eduardo no Inquérito nº 4.995. Para o PGR, o ex-deputado atuou nos Estados Unidos para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil.

Na petição ao STF, Lindbergh pede a ampliação do escopo da investigação para incluir fatos recentes relacionados ao filme Dark Horse. O deputado sustenta que há “fortes indícios” de que os recursos negociados para financiar o longa possam ter sido usados, total ou parcialmente, para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras.

A petição afirma que a inclusão de Jair Bolsonaro no inquérito ocorre, “ao menos inicialmente”, por ele ser apontado como beneficiário direto ou indireto dos fatos investigados.

Segundo Lindbergh, tanto o filme quanto a ofensiva internacional conduzida por Eduardo teriam como objetivo reconstruir a imagem política do ex-presidente e pressionar por anistia aos envolvidos na trama golpista.

O documento também cita reportagens publicadas em maio de 2026 que revelaram negociações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa sobre Jair Bolsonaro. Segundo a petição, os valores discutidos variariam entre US$ 24 milhões e US$ 26,8 milhões.

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