Lula se reunirá com Motta até 3ª (14/4) para alinhar 6x1, diz Boulos
Presidente espera a conversa com Motta para formalizar o envio do projeto de lei com regime de urgência sobre o fim da escala 6x1

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSol), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), até esta terça-feira (14/4) para destravar o envio do projeto de lei que trata do fim da escala 6×1.
O petista espera a conversa para formalizar o envio da proposta com regime de urgência. Inicialmente, o texto estava previsto para ser encaminhado na semana passada, mas acabou não ocorrendo devido às agendas dos presidentes.
“O que está dependendo para enviar é o presidente poder ter essa conversa. Ele [Lula] mesmo disse isso publicamente, que ele vai enviar, só que quer conversar antes com o presidente da Câmara para explicar as razões de porque ele está enviando. Essa agenda para ter acontecido na semana passada e por conflito de agenda não foi possível. Deve acontecer entre hoje, amanhã e após ter essa conversa vai ser enviado o projeto”, disse Boulos.

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Frequência de envio: Diário
Ver todasO ministro afirmou ainda que o “tema está pacificado no governo”. O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), então líder do governo na Câmara, havia defendido a tramitação do texto via PEC, em linha com o que pensa Hugo Motta. Boulos frisou que a decisão sobre o envio do PL já está tomada.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Os ministros podem ter sua opinião, líder de governo pode ter sua opinião, quem toma definição, quem teve voto para isso é o presidente da República. O presidente Lula tomou e anunciou a decisão de que vai mandar o projeto de lei com regime de urgência”, ressaltou.
O regime de urgência exige que a proposta seja votada em um prazo de 45 dias na Câmara e 45 dias no Senado. Caso isso não ocorra, a pauta fica travada até a análise do projeto.
Além de acelerar a votação, outro ponto que pesa para o envio da proposta é a possibilidade de veto do presidente a dispositivos que venham a ser inseridos por parlamentares. A PEC não passa pelo aval do Executivo.



