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Igor Gadelha

Líder de Lula na Câmara vê "erro" em envio de projeto sobre 6x1

Líder do governo, José Guimarães (PT-CE), disse que o presidente da Câmara se comprometeu a aprovar o fim da 6x1 até final de maio

08/04/2026 14:44
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
josé guimarães - Metrópoles

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), defendeu seguir o cronograma sugerido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a PEC que trata do fim da escala 6×1.

Guimarães disse, em um almoço com empresários realizado pelo Esfera Brasil, em Brasília, que Motta assumiu um compromisso com o governo de entregar a proposta votada no plenário até o final de maio.

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Novo ministro da articulação política do governo Lula, José Guimarães (PT-CE)
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
Plenário da Câmara dos Deputados.
Ministro da SRI, José Guimarães e o presidente Lula
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Ministro da SRI, José Guimarães e o presidente Lula

Ricardo Stuckert/PR
Novo ministro da articulação política do governo Lula, José Guimarães (PT-CE)
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Novo ministro da articulação política do governo Lula, José Guimarães (PT-CE)

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Plenário da Câmara dos Deputados.
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Plenário da Câmara dos Deputados.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O líder do governo afirmou que enviar um projeto de lei com urgência constitucional agora seria um “erro”, que poderia gerar uma crise com Motta. 

“Como é uma questão central do presidente (Lula), se a coisa evoluir, não precisa mandar, porque, se mandar agora, é crise. Mas eu sei que no governo há uma opinião de que já devia ter mandado há muito tempo, e eu estou segurando, segurando. Ele (presidente Lula) disse hoje que vai mandar, mas fez um parênteses: eu vou ouvir o presidente Hugo Motta”, declarou.

No Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, defendem o envio do projeto de lei com urgência constitucional.

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Na avaliação de Boulos, a Câmara não está dando a celeridade esperada para a proposta. A ideia é votar a proposta até maio, quando o ministro até 1º de maio, Dia do Trabalhador, quando o ministro planeja realizar um grande evento com trabalhadores.

A redução da jornada de trabalho será explorada pelo PT como mote da campanha à reeleição de Lula. No cronograma de Motta, a PEC será votada na CCJ da Casa na próxima semana, depois será analisada pela comissão especial e, por fim, votada no plenário.

Na avaliação de Guimarães, seria válido enviar o projeto de lei com urgência constitucional se a Câmara “interditasse” a PEC, ou seja, a segurasse a votação.