Apesar de denúncia em 2020, Flávio faz as pazes com Paulo Marinho
Flávio Bolsonaro se reaproximou de seu suplente, Paulo Marinho, e recebe apoio do filho do empresário para as eleições de 2026
atualizado
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Pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) se reaproximou de um antigo aliado de seu pai que havia virado inimigo do clã durante o governo de Jair Bolsonaro: Paulo Marinho, seu suplente no Senado.
Segundo o filho do empresário, André Marinho, que é pré-candidato ao governo do Rio pelo Novo, que gravou um vídeo em apoio à candidatura de Flávio, o senador procurou Paulo Marinho em 2024 para uma reaproximação e fez as pazes após o rompimento.
“Embora os ecos do passado ainda existam, foi o próprio Flávio quem, há dois anos, nos procurou para distensionar os ruídos e virar aquela página, revelando, muito antes de tudo, o papel conciliador, sereno e pacificador que hoje o Brasil inteiro já começa a enxergar nele”, disse André Marinho.
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Para a coluna, André disse ainda que Flávio e seu seu pai estão “101%” na relação. O pré-candidato pelo Novo deve enfrentar Douglas Ruas (PL), que deverá ser lançado na disputa pelo governo do Rio pelo partido de Bolsonaro.
Quem é Paulo Marinho
Paulo Marinho foi um dos grandes apoiadores de Bolsonaro nas eleições de 2018, integrando, como suplente, a chapa de Flávio ao Senado. Ele chegou a ceder sua casa para ser o quartel-general da campanha presidencial.
Em 2020, entretanto, o empresário denunciou que Flávio teria recebido informações privilegiadas sobre a Operação Furna de Onça, que mirava em Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador enquanto deputado estadual na Alerj.
Na ocasião, Flávio negou as acusações e disse que Marinho tinha interesses políticos em prejudicá-lo, já que, caso perdesse o mandato, quem assumiria como senador pelo Rio de Janeiro seria o empresário.
“É fácil entender esse tipo de ataque ao lembrar que ele, Paulo Marinho, tem interesse em me prejudicar, já que seria meu substituto no Senado. Ele sabe que jamais teria condições de ganhar nas urnas e tenta no tapetão. E por que somente agora inventa isso, às vésperas das eleições municipais, em que ele se coloca como pré-candidato do PSDB à Prefeitura do Rio, e não à época em que ele diz terem acontecido os fatos, dois anos atrás?”, disse Flávio em 2020.






