Lula assina nesta terça (28/4) promulgação do acordo Mercosul–UE

Medida é o ato final para incorporar tratados ao ordenamento jurídico e viabiliza que tratato entre em vigor na sexta

atualizado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira (28/4), no Palácio do Planalto, o decreto de promulgação do acordo Mercosul – União Europeia. A medida é o ato final para incorporar tratados e acordos internacionais ao ordenamento jurídico brasileiro.

O tratado foi promulgado pelo Congresso em março e deve entrar em vigor, provisoriamente, a partir de sexta-feira (1°/5), devido a uma “brecha” na regulação europeia. 

Isso porque o texto precisa ser aprovado por todos os países-membros dos dois grupos, o que ainda não ocorreu. Na União Europeia, o tratado tem sofrido resistência de alguns países, o que levou o Parlamento Europeu a enviá-lo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.

No entanto, enquanto os trechos políticos e de cooperação precisam ser aprovados individualmente por cada país-membro, a parte comercial é de competência exclusiva do bloco. Por isso, como o texto foi aprovado pelo Parlamento Europeu, ele poderá entrar em vigor.

O acordo é resultado de mais de 20 anos de negociações e cria uma zona livre de comércio entre países europeus e sul-americanos, viabilizando a importação e exportação de diversos produtos sem taxas ou com tarifas reduzidas.

“Após mais de duas décadas de negociações, a entrada em vigor do Acordo marca a concretização de um dos mais ambiciosos projetos de integração econômica e inserção internacional já empreendidos pelo país”, disse o governo em nota.

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Nações sul-americanas buscaram antecipar a aprovação do acordo com o objetivo de aproveitar uma "brecha" na legislação europeia que permite sua implementação de maneira provisória
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
A ratificação do acordo depende do presidente Lula
Depois de promulgado, o documento é enviado ao Itamaraty, que comunica a União Europeia sobre a ratificação do documento e, a partir disso, ele pode entrar em vigor
Presidentes e Chefes de Delegação dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados. Mirante da Cataratas, Foz do Iguaçu (PR)
O acordo Mercosul-União Europeia pode passar a vigorar já nos próximos dias
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O acordo Mercosul-União Europeia pode passar a vigorar já nos próximos dias

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Nações sul-americanas buscaram antecipar a aprovação do acordo com o objetivo de aproveitar uma "brecha" na legislação europeia que permite sua implementação de maneira provisória
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Nações sul-americanas buscaram antecipar a aprovação do acordo com o objetivo de aproveitar uma "brecha" na legislação europeia que permite sua implementação de maneira provisória

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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre
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Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

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A ratificação do acordo depende do presidente Lula
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A ratificação do acordo depende do presidente Lula

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Depois de promulgado, o documento é enviado ao Itamaraty, que comunica a União Europeia sobre a ratificação do documento e, a partir disso, ele pode entrar em vigor
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Depois de promulgado, o documento é enviado ao Itamaraty, que comunica a União Europeia sobre a ratificação do documento e, a partir disso, ele pode entrar em vigor

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Presidentes e Chefes de Delegação dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados. Mirante da Cataratas, Foz do Iguaçu (PR)
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Presidentes e Chefes de Delegação dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados. Mirante da Cataratas, Foz do Iguaçu (PR)

Ricardo Stuckert / PR

Na semana passada, durante viagem à Europa, o presidente Lula disse que o acordo é uma aposta conjunta no multilateralismo.

“A entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, no dia 1º de maio, abre espaço para uma parceria abrangente, que vai muito além do livre comércio. Estamos falando de um modelo de cooperação que valoriza e protege os trabalhadores, os direitos humanos e o meio ambiente”, disse em Hanôver, na Alemanha.

Entenda o acordo com a UE-Mercosul

  • O acordo cria uma zona de livre comércio entre os blocos, facilitando o acesso de produtos brasileiros a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores na União Europeia;
  • Prevê a eliminação gradual de impostos de importação sobre produtos agrícolas e industriais, o que pode baratear exportações brasileiras e aumentar a competitividade das empresas;
  • Setores do agronegócio, como carnes, açúcar, etanol, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu;
  • Ao dar mais previsibilidade às regras comerciais, o acordo pode estimular investimentos estrangeiros no Brasil, especialmente em infraestrutura, indústria e tecnologia.

 

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